domingo, setembro 16, 2018
Veteranos
A equipa de Veteranos do Fayal Sport Club esteve na ilha da Madeira, defrontando os veteranos do Santana, numa digressão pela ilha e de realçar o excelente convívio existente entre ambos os conjuntos.
sábado, setembro 15, 2018
sexta-feira, setembro 14, 2018
Fayal Sport-Madalena adiado
O jogo entre o Fayal Sport e o Madalena a contar para a primeira jornada da Taça AF Horta, foi adiado para 01 de Novembro.
Na próxima semana, a equipa do Fayal Sport folga na Taça.
quinta-feira, setembro 13, 2018
Agenda Desportiva
FUTEBOL
DOMINGO (16/09/2018)
Taça AF Horta - Seniores - 1ªjornada
Estádio da Alagoa
Fayal Sport-Madalena (14h30)
quarta-feira, setembro 12, 2018
Taça AF Horta
1ªjornada (16/09/2018)
Fayal Sport-Madalena
Lajense-Flamengos
Folga: Atlético
2ªjornada (23/09/2018)
Madalena-Lajense
Flamengos-Atlético
Folga: Fayal Sport
3ªjornada (04/11/2018)
Lajense-Fayal Sport
Atlético-Madalena
Folga: Flamengos
4ªjornada (11/11/2018)
Fayal Sport-Atlético
Madalena-Flamengos
Folga: Lajense
5ªjornada (06/01/2019)
Flamengos-Fayal Sport
Atlético-Lajense
Folga: Madalena
6ªjornada (13/01/2018)
Madalena-Fayal Sport
Flamengos-Lajense
Folga: Atlético
7ªjornada (10/02/2018)
Lajense-Madalena
Atlético-Flamengos
Folga: Fayal Sport
8ªjornada (10/03/2019)
Fayal Sport-Lajense
Madalena-Atlético
Folga: Flamengos
9ªjornada (17/03/2018)
Atlético-Fayal Sport
Flamengos-Madalena
Folga: Lajense
10ªjornada (24/03/2018)
Fayal Sport-Flamengos
Lajense-Atlético
Folga: Madalena
terça-feira, setembro 11, 2018
"Os Verdes da Alagoa" - Visita do Casa Pia ao Faial (1922)
Sentados, da esquerda: Allan, João Rodrigues, Augusto Lemos,
Manuel Afonso e Júlio Andrade.
De pé: Manuel Gonçalves Jr., Júlio Oliveira, Carlos Cunha, Atkins,
Read, António Costa, José Rosa e J. Kennedy, árbitro.
Esta barbearia era muito frequentada por jogadores e adeptos do Fayal Sport, e quando se esperava pela nossa vez para se cortar o cabelo, as cadeiras encontravam-se ocupadas não só de clientes mas de muitas pessoas que iam para a barbearia comentar o jogo realizado na véspera.
Recorrendo ao que foi escrito no livro “Fayal Sport Club - Subsídios para a sua História”, da autoria do Sr. José Bettencourt Brum, mais uma vez transcrevemos alguns parágrafos que nos são transmitidos nas suas páginas:
“Em Maio de 1922 o Fayal Sport Club entra em negociações para a vinda à Horta do Sporting Clube de Portugal, Campeão Nacional.
A Imprensa local e até açoriana começa a referir-se largamente, ao grande acontecimento.
Em 20 de Maio de 1922 a Direcção e Conselho Técnico do FSC escolhem para treinador do grupo que defrontará o Campeão Nacional, o Sr. R. A. Peck e convocam os jogadores para lhes impor as condições a que deve obedecer a sua preparação física e técnica.
Dificuldades surgidas impossibilitam o Sporting Club de Portugal de visitar a Horta e então o FSC fez idêntico convite ao Casa Pia Atlético Club, Vice-Campeão de Portugal e Campeão da época anterior.
A excursão Casapiana é dirigida pelo Sr. Olívio do Carmo Assunção e constituída pelos seguintes desportistas: Clemente Guerra, António Pinho, José Gomes dos Santos, Henrique Gouveia, Cândido de Oliveira, José Maria Gralha, Silvestre Rosmaninho, Alberto Loureiro, Aníbal Santos, Aníbal Cordeiro, Pinto de Magalhães, Manuel Cruz, Carlos Melo e Augusto Luís Gomes.
Como delegado do FSC acompanhou o Casa Pia o Sr. Manuel de Medeiros Tânger.
Da equipa do Casa Pia faziam parte 4 internacionais, entre os quais o seu capitão, Cândido de Oliveira, que foi também o capitão da equipa nacional que defrontou a Espanha e o único jogador português que conseguiu “furar” as redes do célebre ZAMORA.
O Casa Pia chegou à Horta a bordo do vapor “Roma”, no dia 23 de Junho de 1922, sendo cumprimentado pelas Direcções do FSC, Amor da Pátria, Grémio Literário Artista Faialense e director de “O Telégrafo”.
O menino Thiers Lemos Jr., filho do Presidente do FSC, equipado à Fayal, ofereceu aos visitantes uma “corbeille” de flores naturais.
Ao desembarcarem foram saudados pela enorme multidão que os aguardava no Cais de Santa Cruz, seguindo depois para o Faial-Hotel.
No mesmo dia, à noite, houve recepção e copo de água no Amor da Pátria, usando a palavra os Srs. Artur Leandro, pelo FSC, Manuel Meneses, pelo Amor da Pátria, Dr. Luís M. Saraiva e Cândido da Oliveira, pelo Casa Pia.
No dia 24 o FSC ofereceu um passeio de carro à estrada da Caldeira.
1.º ENCONTRO – 25/6/1922: Casa Pia, 2 – Fayal Sport Club, 0.
O jogo teve início pelas 17 horas, no campo do FSC, na Doca, perante uma assistência calculada em 5.000 pessoas. Arbitrou o Sr. J. Kennedy, dando o pontapé de saída o Sr. Thiers de Lemos, Presidente do FSC. Foi abrilhantado pelas filarmónicas Artista Faialense, União faialense e União e Progresso.
Dia 26: é oferecido ao Casa Pia um passeio nas baías da Horta e Porto Pim, onde lhes é dado admirar uma baleia pescada na manhã desse dia.
2.º ENCONTRO – 27/6/1922: Casa Pia 4 – Fayal Sport Club, 1
Pelas 17 horas, no mesmo campo, perante uma assistência computada em alguns milhares de pessoas, realizou-se o segundo encontro que foi arbitrado pelo Sr. J. Kennedy. Deu o pontapé de saída a menina Maria Gonçalves de Lima.
O golo do FSC surge a 20 minutos do final e o jornal a “Democracia”, de 30-6-1922, relata-o nos seguintes termos:
“…Júlio Andrade apodera-se da bola, foge pela esquerda numa corrida vertiginosa, e sempre em linha recta sem se desviar de ninguém, passa além da defesa do Casa Pia, e com um pontapé soberbo, cola a bola às redes Casapianas. A assistência de pé, electrizada, delira de entusiasmo, e até que a bola volte ao centro, as palmas parece não terem fim”.
Na noite deste mesmo dia 27 o Grémio Literário Artista Faialense dedicou ao Casa Pia uma reunião dançante.
3.º ENCONTRO – 29/6/1922: Casa Pia, 0 – Fayal Sport Club, 0
Jogo realizado no campo do FSC, na Doca, perante numerosíssima assistência, cujo entusiasmo foi, por vezes, enorme, frenético, aplaudindo as boas fases do jogo e essas construíram quase toda a partida.
Na noite de 29-6-1922 a Sociedade Amor da Pátria realizou um baile dedicado ao Casa Pia e no dia 30 o Fayal Sport Club ofereceu um passeio em automóvel em volta da ilha e copo de água na residência do Sr. Manuel Meneses, no Pasteleiro.
Em seguida ao copo de água um grupo de damas ofereceu um chá que decorreu muito animado, dançando-se até à meia-noite.
O Casa Pia regressou a Lisboa no dia 1 de Julho, no vapor “Lima” tendo tido uma afectuosa despedida”.
J. Luís
Publicado no Incentivo a 10 de Setembro 2018
segunda-feira, setembro 10, 2018
Jogos de preparação
Um empate e uma derrota, é este o saldo do duplo compromisso do Fayal Sport frente ao Vitória, em dois jogos de preparação disputados no fim de semana.
Na ilha do Pico, o resultado foi de 1-1, contudo, no dia seguinte no Estádio da Alagoa, o Vitória levou a melhor por 3-1.
domingo, setembro 09, 2018
Veteranos
No passado dia 06 de Agosto, os veteranos do Fayal Sport defrontaram a equipa dos Antigos Jogadores Faialenses, formação oriunda dos EUA e que conta no seu plantel essencialmente com atletas faialenses e que durante muitos anos competiram nos mais diversos clubes da ilha do Faial, com especial destaque para aqueles que passaram pelo Fayal Sport.
sábado, setembro 08, 2018
Jogos de preparação
A equipa sénior do Fayal Sport Club continua a sua preparação para a nova temporada, tendo neste fim de semana um duplo confronto diante do Vitória do Pico, equipa que esta época irá competição no Campeonato de Futebol dos Açores.
O primeiro encontro realiza-se neste sábado na ilha do Pico, sendo que no dia seguinte teremos novo jogo, desta feita no Estádio da Alagoa.
sexta-feira, setembro 07, 2018
Veteranos
Realizou-se no dia 04 de Agosto no Estádio da Alagoa um jogo entre os veteranos do Fayal Sport Club e um Misto de Emigrantes, num desafio que acima de tudo serviu para homenagear o Prof. Gaspar Neves, uma verdadeira lenda viva do futebol faialense e açoriano.
O grande impulsionador deste evento foi Carlos Lourenço, ele que foi um antigo atleta do Fayal Sport e tem elevado o nome do clube pelos EUA, país onde reside desde 1983. Neste desafio, na equipa de Misto de Emigrantes, estiveram presentes antigas glórias dos verdes e que assim puderam regressar ao Estádio da Alagoa, local onde deixaram marcas para a história do clube.
quinta-feira, setembro 06, 2018
Secretaria do Fayal Sport Club
Horário de funcionamento
Todas as Segundas-feiras das 17:30 às 18:30 ( excepto feriados )
- Propostas de novos Sócios ;
- Regularização de cotas com emissão de recibos ;
- Assuntos relacionados com Futebol, Futsal, Basquetebol;
- Outros assunto de interesse
Contactos dentro do horário de funcionamento pelo telefone 292 700 661
Fora do horário de funcionamento pelo e-mail fayalsportclubesecretaria@gmail.com
quarta-feira, setembro 05, 2018
terça-feira, setembro 04, 2018
"Os Verdes da Alagoa" - Início e fim da "década de ouro" do FSC
Com o escrito anterior terminamos aquela que nós classificamos como a “Década de Ouro”, uma vez que foi durante os anos de 1960 que as equipas de seniores do Fayal Sport Club conquistaram o maior número de títulos distritais.
Recordamos que durante essa década, o Fayal Sport Club conquistou 7 campeonatos distritais, 6 participações nos Torneios de Classificação à Taça de Portugal e 3 participações consecutivas nos Campeonatos Regionais, dos quais o anterior escrito se refere ao último campeonato dessa década.
Estas provas eram disputadas entre as três históricas equipas citadinas: o Fayal Sport Club, o Angústias Atléticos Clube e o Sporting Club da Horta.
Desde a fundação da Associação de Futebol da Horta, em Outubro de 1930, esta instituição sempre teve estes três clubes como seus únicos filiados. Depois, julgamos que nos inícios da década de 1980, foi permitida a entrada na Associação de Futebol de equipas que faziam parte da instituição INATEL (ex-FNAT), chegando o seu número a atingir a totalidade de 9 equipas: as 3 da cidade, Flamengos, Feteira, Castelo Branco, Capelo, Cedros e Salão.
Escrevemos na imprensa local da época, dando a nossa opinião e questionando se o futebol faialense queria “quantidade ou qualidade”. Foi-nos respondido na altura “que todos tinham o direito de praticar desporto”.
Decorridos que foram todos estes anos, sobre o que foi publicado e a comprovar o que nós tínhamos escrito, o futebol faialense está pelas “ruas da amargura”.
Miúdos para ingressar nas equipas jovens são muito poucos. Há épocas em que o decano dos clubes açorianos deseja inscrever na Associação de Futebol da Horta escalões de formação e não tem jovens em número suficiente para a sua inscrição.
A agravar estes problemas, está o Campeonato Regional que é, quanto a nós, mais uma desgraça que está a contribuir para o endividamento de todos os clubes açorianos que nele participam.
Ainda há dias, o Presidente de um Clube micaelense veio para a televisão açoriana informar que o seu clube não estava interessado em participar na Taça de Portugal porque a dívida do respectivo clube ascendia a 400 MIL EUROS!
E isto porquê?
Porque o Campeonato Açoriano contribuiu e continua a contribuir para o agravamento das dívidas dos clubes uma vez que nós residimos e vivemos em ilhas, que não “nadam em dinheiro” e como tal os clubes não podem e nem devem participar em grandes aventuras, actuando num campeonato açoriano que só contribui para o desaparecimento das suas actividades desportivas.
Neste Campeonato Açoriano a Ilha da Graciosa participa esta época com 3 equipas! Mas isto é possível numa ilha pequena?
Temos outro exemplo dos tempos modernos: o Santa Clara irá receber do Governo Regional a importância de 1 milhão de euros para participar no Campeonato Nacional da 1.ª Divisão. É com este subsídio que o Santa Clara vai pagar o que deve ou isto irá contribuir para que a sua dívida aumente?
Julgamos que estes comentários têm razão de ser e a realidade diz-nos que estas palavras foram, continuam e continuarão a ser actuais através dos anos.
Hoje, o mal está feito e devido a aventuras de diversa ordem, os clubes históricos da nossa ilha tendem a desaparecer. E isso é muito grave para uma terra que possui um dos clubes mais antigos de Portugal.
Mas o presente está entregue à geração actual.
As gerações antigas muito trabalharam. Moveram e removeram enormes obstáculos para que o clube do seu coração tivesse um futuro melhor. Se eles hoje fossem vivos, muito tristes ficariam em ver o seu esforço e o seu trabalho muito mal tratados, porque foram eles que se dedicaram durante muitos anos para que a construção das infraestruturas desportivas do FSC fossem uma realidade.
É triste, mesmo muito triste, ver as actuais infraestruturas da Alagoa num estado bastante degradante.
O piso e o tecto do ginásio estão numa situação extremamente deteriorada e por isso nada é realizado no seu interior. Todo esse espaço é bastante caótico e por essa razão os aniversários deste “Grande Clube” já não são assinalados condignamente. No dia 2 de Fevereiro é realizado um “almoço de amigos”. Muitos dos históricos sócios e ex-jogadores, são pura e simplesmente ignorados. Tudo isso contribui para que essas pessoas se vão afastando. No seu tempo, elas trabalhavam para o FSC. Hoje, qualquer dirigente trabalha não para o clube mas sim para pagar a jogadores e treinadores. Numa terra pequena como a nossa, onde os campos estão vazios de espectadores, como é que isso é possível?
O relvado sintético do estádio, neste quente Verão, não foi devidamente protegido com água. As mangueiras subterrâneas secaram ou não existem. A “relva” tem uma suave cor amarela, sinal de que não é devidamente aguada.
Com estas atitudes, a “Década de Ouro” do Fayal Sport Club, jamais será repetida e para a posteridade, prometemos que nas colunas deste jornal, ficarão registados esses e outros episódios desportivos.
J. Luís
Publicado no Incentivo a 03 de Setembro 2018
sexta-feira, agosto 31, 2018
quinta-feira, agosto 30, 2018
quarta-feira, agosto 29, 2018
"Os Verdes da Alagoa" - Disputa do Torneio dos Campeões Açorianos em Angra do Heroísmo (1970)
Em cima da esq./dir.: Carlos Machado, João Manuel, Ludgero, Manuel Cristo,
Luís Baptista, Helder Quaresma, João Luís, Manuel Silveira e Manuel Melo.
Em baixo da esq./dir.: Firmo Ventura, Tomás, Manuel Bulcão,
Armando Evangelista, José Macedo, José Silveira e Manuel Lima “Pirolito”.
Decorria o mês de Junho do ano de 1970, o Fayal Sport Club disputava em Angra do Heroísmo, pela terceira vez consecutiva, o torneio dos Campeões Açorianos, defrontando as equipas do Lusitânia e do Santa Clara.
Por uma questão de sorte os “Verdes da Alagoa” não se sagraram mais uma vez campeões açorianos devido a vários factores, sendo um deles destacado por “Ednarg Ogima” (“Grande Amigo”, Manuel Lino) que no N.º 48 de 6 de Junho de 1970, escreve o seguinte comentário sobre o jogo da final entre Santa Clara e Fayal Sport:
…”Ambas as equipas, (FSC/Santa Clara) cientes da grande responsabilidade que tinham sobre ombros, deram indícios de receio mútuo. Por isso não admirou que os primeiros minutos da pugna decorressem em fase de estudo e de certo nervosíssimo, dando ao jogo forte feição de equilíbrio, muito embora o Santa Clara fosse a primeira equipa a demonstrar maior adaptação ao terreno e ao jogo.
O Fayal Sport, adoptando um sistema de contra-ataque, procurava assentar o seu jogo numa sólida posição defensiva, sem no entanto se remeter à defesa, e explorar com rapidez, através de infiltrações e de lançamentos com muito a propósito para os espaços vazios, a defensiva encarnada, o que ia acontecendo quando José Silveira, dentro da pequena área e em posição frontal, concluiu de cabeça frouxa para as mãos de Durval Melo, um livre apontado por João Luís.
Por seu turno, a turma micaelense, usufruindo de uma maior pujança física e de uma mais calejada maturidade futebolística por parte de alguns dos seus elementos, porfiava a todo o transe bater a bem escalonada defensiva verde, que sob o comando do capitão Manuel Cristo a tudo dava conta do recado.
Ao finalizar estes 45 minutos iniciais deu-se o chamado caso do jogo: golo invalidado a José Silveira que surgiu isolado frente a Durval Melo, atirando a bola contra a sua figura para na recarga não perdoar. Invalidou o tento o fiscal de linha micaelense, Alírio Fontes, alegando fora de jogo a José Silveira.
Em nossa modesta opinião, opinião esta que não surge em cima do lance nem dita assim como ao relento, antes pelo contrário, que surge baseada em profunda análise, que temos feito, com nós próprios, ao referido lance, consideram os que o golo foi indevidamente invalidado e isto porque, concluímos (da nossa análise, honesta e sem facção clubista) que José Silveira estava isolado quando recebeu o esférico, mas não quando ele lhe foi passado, o que, como aliás é sabido, nas leis de futebol, embora parecendo que não, tem grande importância e… diferença.
O segundo tempo começou praticamente com o golo do Santa Clara, produto de remate felicíssimo de M. António, na transformação de um livre directo em posição frontal, e para o qual a defensiva verde não fez a necessária barreira. Aconteceu que o esférico na sua trajectória iludiu Manuel Cristo e, consequentemente Carlos Machado, que embora tardiamente, por só o ter visto quando o mesmo passou por Manuel Cristo, se lançou bem, chegando a tocá-lo.
Daí por diante o Santa Clara procurou trocar a bola, tentando assentar o seu jogo no facto psicológico obtido através do golo. Contudo, tal não o conseguiu, pois nunca viveu tranquilo, porque a reacção faialense foi sempre enérgica e teimosa.
Como apontamento geral registamos a deslocação apontada a Manuel Bulcão e uma vez mais duvidosa, uma perdida do mesmo Manuel Bulcão que ao fugir à defensiva contrária atirou fraco de modo a permitir a defesa de Durval Melo e a pretensa penalidade por parte de alguns espectadores (poucos na realidade) num lance em que a única preocupação e intenção dos atletas, verde e encarnado, foi a de jogar o esférico.
Na equipa verde todos são credores da mesma nota, atenção e respeito.
Desde Carlos Machado (como gostámos de o ver!) passando pelos restantes sectores da equipa, todos foram generosos e incansáveis e dignos representantes da camisola que defenderam.
Uma palavra de simpatia para o Santa Clara pela maneira briosa e correcta (com excepção em dois lances iniciais em que esteve em perigo a integridade física de Manuel Cristo) como encararam o encontro”.
No primeiro encontro, defrontando o Lusitânia, os “Verdes da Alagoa”, empataram a 1 bola. No encontro Lusitânia – Santa Clara, novamente um empate a 1 golo e no terceiro jogo (uma final onde pela 1.ª vez não se encontrava a equipa da casa) o Santa Clara vence a equipa verde por 1 bola a zero.
A equipa do Fayal Sport alinhou, em ambos os encontros com: Carlos Machado, Manuel Lima, Manuel Cristo, Ludgero, e Helder Quaresma; Firmo Ventura e João Luís, Manuel Silveira, José Silveira, Manuel Bulcão e José Macedo.
J. Luís
Publicado no Incentivo a 27 de Agosto 2018
quarta-feira, agosto 22, 2018
Arranque dos trabalhos para a nova época
A equipa sénior do Fayal Sport iniciou os treinos com vista à próxima temporada.
Para esta época, a equipa técnica será novamente liderada por Luís Carlos Rosa, contando de momento com os seguintes jogadores:
Guarda-redes:
- Danilo Lopes (júnior)
- Mike Garcia (sem clube)
Defesas:
- André Correia (sem clube)
- Belchior Neves
- Emanuel Lopes
- João Rodrigues (ex-Flamengos)
- Marco Anselmo
- Paulo Teixeira (sem clube)
- Sérgio Amorim
- Tiago Teixeira
Médios:
- Alexandre Macedo
- Décio Fialho
- Diogo Castro
- João Costa Pereira
- Sabino Borges
Avançados:
- Adriano Correia (sem clube)
- Gustavo Melo (ex-Flamengos)
- João Gonçalves
- Milton Mota (ex-Cedrense)
- Pedro Carvalho
Treinador: Luís Carlos Rosa
Treinador Adjunto: Bruno Pereira
terça-feira, agosto 21, 2018
Fayal Sport inicia nova temporada
A equipa sénior do Fayal Sport dará amanhã início aos trabalhos, com vista à participação nas provas da AF Horta.
Como vem sendo habitual, existem algumas alterações no que ao plantel diz respeito, com Luís Carlos Rosa a manter-se no comando técnico
terça-feira, agosto 14, 2018
"Os Verdes da Alagoa" - Disputa do Torneio dos Campeões Açorianos na Horta (1968)
Em pé, da esquerda para a direita: Mário Carmo, Manuel
Raposo,
Manuel Maria, João Manuel, Carlos Machado, João Ribeiro
e Costa Pereira.
Em 1.º plano e pela mesma ordem: Pedro Paulo, Mário
Barbosa,
João Luís, José Macedo e João Almeida.
Esta foi mais uma competição que deixou marcas profundas em todos os jogadores do Fayal Sport Club.
Estava em disputa, pela primeira vez na “década de ouro” do Fayal Sport, o torneio oficial dos Campeões Açorianos, que teria lugar no Estádio da Alagoa, em Maio de 1968.
Como representante da Ilha Terceira, chegava à Horta, vinda da Praia da Vitória o Sport Praiense e de S. Miguel o União Micaelense.
Os dois primeiros encontros não podiam ser mais favoráveis aos “Verdes da Alagoa”: o primeiro encontro, que pôs frente a frente Fayal Sport/Praiense, a equipa de casa vence por 1 bola a 0.
Neste jogo, o Fayal Sport, alinhou com: Costa Pereira, Manuel Raposo, João Ribeiro, Carlos Machado, João Manuel, Manuel Maria, João Luís, Pedro Paulo (a prestar serviço militar na Horta, natural de S. Miguel e ex-jogador do União Micaelense, onde nessa equipa tinha um irmão), Mário Barbosa, José Macedo e João Almeida.
No segundo encontro entre Praiense, 4 – União Micaelense, 0, indicava este resultado que o Fayal Sport teria tudo a seu favor para ser o vencedor desta prova.
No seio de todos nós, o estado de espírito não podia ser melhor. Se uma das equipas favoritas a ganhar esta prova tinha perdido por 4-0 com aquela que tinha perdido com a equipa da casa por 1-0, tudo indiciava que seria “canja” o final desse encontro.
A constituição da equipa para esse 2.º jogo foi alterada. As razões dessa alteração residia no facto de que todos os jogadores para serem campeões açorianos teriam que jogar e assim, para o segundo jogo, o treinador Antero Gonçalves escolheu a seguinte equipa:
Costa Pereira, Manuel Raposo, João Ribeiro, Carlos Machado, João Manuel, Mário Barbosa, João Luís, João Ângelo, Pedro Paulo, Manuel Bulcão e João Almeida.
Como se deve reparar, o sublinhado realça as alterações efectuadas mas para além dessa, outra razão existia para que os “Verdes da Alagoa” obtivessem essa inesquecível derrota por 4-0.
Por toda a cidade, tanto os adeptos como o mais comum dos cidadãos transmitiam aos jogadores uma confiança de tal ordem que, para quem ia jogar, esse sentimento teve um enorme impacto em todos os jogadores. Hoje em dia, esse fenómeno teria somente duas designações: excesso de confiança ou falta de acção psicológica. E, provavelmente, foi esse excesso de confiança que permitiu que o União Micaelense estivesse a ganhar por 4-0 ao intervalo. E foi desse modo que o Sport Praiense, sentado no peão do estádio, fosse campeão açoriano.
No fim do jogo, todos os jogadores recolheram a suas casas num sinal de vergonha e de muita tristeza.
Mas melhor do que nós, vamos transcrever o que o boletim do Fayal Sport publicou na sua edição de 1 de Junho de 1968 e da autoria do seu Director Sr. Jaime Baptista Peixoto:
“Mais uma vez perdemos na “nossa casa. Mais uma vez o vencedor foi uma equipa terceirense. Podemos afirmar que o Campeão Açoriano foi o melhor conjunto do torneio? Evidentemente que não. Primeiro porque de dois encontros poucas conclusões se podem tirar. Depois porque o Fayal se lhe superiorizou no primeiro jogo e ainda porque a equipa micaelense foi a que apresentou o melhor futebol praticado, ainda que só no último encontro. Acreditamos que o conjunto do União Micaelense não vale tão pouco como mostrou no primeiro desafio, nem tanto como o verificado no último. Um meio termo, talvez seja o julgamento mais justo.
União Micaelense e Fayal Sport Club foram duas equipas incaracterísticas e muito irregulares. Foram do inferior ao óptimo. Já o Sport Praiense, sem grandes elevações mas também sem descer ao medíocre, foi o que mostrou maior regularidade. E é aqui que podemos basear a sua vitória final: na regularidade.
Não conhecemos os problemas que podem afectar o futebol das outras ilhas. Os nossos conhecemo-los bem. O maior de todos será este êxodo assustador de desportistas que todos os anos saem da nossa terra. Não vamos agora referir nomes. Basta dizer que a equipa já débil que iniciou este torneio, se viu ainda mais enfraquecida com as saídas inesperadas de Manuel Maria e José Macedo, aquele por exigência do serviço militar, este por lesão contraída no primeiro encontro. Num quadro onde dificilmente se arranjam os onze elementos necessários, a falta de um pode agravar bastante o seu rendimento. Foi o que se verificou.
Sabemos que o nosso futebol não anda bom. Dum modo geral. Isto, no entanto, não será motivo para desanimar e deixar cair os braços. Antes pelo contrário. Há que lutar e bem. Temos elementos valorosos. Há que descobrir outros e, sobretudo, mantê-los. Dum modo particular os futebolistas verdes continuam a merecer a nossa estima e confiança, assim como o seu dedicado e competente treinador. Vamos continuar a lutar sem desfalecimento, e os resultados, mais cedo ou mais tarde, acabarão por premiar o nosso esforço”.
J. Luís
Publicado no Incentivo a 13 de Agosto 2018
terça-feira, agosto 07, 2018
"Os Verdes da Alagoa" - Fayal e Lusitânia na disputa da Taça "Gaspar Neves"
Em 1.º plano, da esquerda para a direita: Armando Sousa, Abílio Baptista, João Ângelo, Carlos Machado, Manuel Maria e Necas Madruga.
De pé, pela mesma ordem: Costa Pereira, Manuel Cristo, Alfredo Simão,
João Ribeiro, Manuel Raposo, Gaspar Neves, João Luís e Durval Melo.
Na primeira edição do Jornal do Fayal Sport Club, de 2 de Julho de 1966, era feita a reportagem do jogo realizado entre o clube da Alagoa e o Sport Clube Lusitânia, homenageando desta forma o seu jogador e treinador Gaspar Adelino Torres Castro Neves.
Essa homenagem que teve como disputa a taça com o seu nome, foi realizada no Estádio da Alagoa cujo resultado, no primeiro encontro, foi favorável aos “Verdes da Alagoa” por 1-0. A jogada do golo, é-nos descrito desta forma:
“Gaspar Neves libertou-se dum adversário e lançou Madruga pelo flanco esquerdo. Este, mais rápido que Dionísio conseguiu isolar-se. Georgino saiu ao seu encontro, mas MADRUGA rematou pelo lado esquerdo, fora do alcance do guarda-redes lusitanista”.
Para recordar esse jogo, a seguir se transcreve, com a devida vénia, a descrição da actuação dos jogadores do Fayal Sport descrita por José Pacheco de Almeida:
“DURVAL MELO – Corajoso. Seguro, apesar da sua pequena estatura cumpriu muito bem.
JOÃO RIBEIRO - Defrontando um adversário de grande técnica teve imensas dificuldades, sendo batido em muitos lances. Bateu-se com energia, e a sua actuação melhorou com o decorrer do tempo.
MANUEL CRISTO – Grande actuação. Excelente no jogo de cabeça, no qual é imbatível, seguro nos cortes, calmo nas entregas. De reprovar uma atitude para com o Airosa, já que fica a ensombrar o seu magnífico trabalho.
JOÃO LUÍS – Magnifico a defender. Tem como que um sexto sentido que lhe indica o momento exacto do corte. Pouco preciso nas entregas, único pormenor menos bom do seu trabalho.
ALFREDO SIMÃO – Bom trabalho. Valente, lutou sempre, tendo tido iniciativas agradáveis de ataque.
MANUEL RAPOSO – Extraordinário o seu espírito de luta. É um jogador que dá todo o seu esforço à equipa. Tentou com êxito alguns lançamentos compridos para os extremos.
MANUEL MARIA – Excelente actuação. Incansável, corre o campo todo, desbaratando energias, pois não se poupa a esforços. Pedra influente no meio campo. Quebrou perto do fim quando a equipa toda se ressentiu dos esforços feitos nos diversos jogos da semana.
ARMANDO SOUSA – Boa actuação. Aliou à sua extraordinária corrida um espírito de luta que não lhe é habitual. Teve algumas corridas impressionantes pelo seu sector.
GASPAR NEVES – Jogando lesionado, esforçou-se até ao esgotamento. Teve jogadas que só a sua técnica permitiu executar. Bons lançamentos aos extremos.
JOÃO ÂNGELO – No pouco tempo que esteve em campo, foi infeliz nos passes. Jogador calmo e de boa técnica, tentou orientar a sua equipa, mas não o conseguiu.
CARLOS MACHADO – Entrando a substituir João Ângelo, revelou-se batalhador incansável. Ajudou os homens do meio campo. Apareceu pouco na área da verdade.
NECAS MADRUGA – Muito rápido e corajoso, marcou um golo magnífico e teve algumas fugas espectaculares. Jogando ainda mal refeito duma lesão, lutou sempre com energia. Boa actuação.
ABÍLIO BAPTISTA – Jogou alguns minutos no lugar de Armando Sousa que se lesionou. Habilidoso, falta-lhe força para entrar na área”.
Numa notícia aparte, o mesmo boletim escrevia o seguinte:
“Do bom entendimento havido entre o Lusitânia, Campeão Açoriano e o Fayal, Campeão Distrital, nasceu a ideia duma homenagem, aliás justa, ao futebolista Gaspar Neves. Agora munido do diploma de Curso de Treinadores, tirado no ano de 1964.
Gaspar Neves já prestou valiosa contribuição a estes dois conjuntos açorianos, onde a sua classe ficou bem vincada.
Agora ligado ao Fayal Sport Club, Gaspar Neves tem contribuído com entusiasmo, dignidade profissional e classe para conduzir a sua equipa às mais saborosas vitórias.
Esta homenagem e a Taça que tem o seu nome ficam a perpetuar o nome de um Atleta dos mais completos que têm pisado campos açorianos”.
Na segunda mão realizada em Angra do Heroísmo, o Lusitânia venceu o Fayal Sport Club por 3-1.
J. Luís
Publicado no Incentivo a 06 de Agosto 2018
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