segunda-feira, setembro 10, 2018

Jogos de preparação



Um empate e uma derrota, é este o saldo do duplo compromisso do Fayal Sport frente ao Vitória, em dois jogos de preparação disputados no fim de semana.

Na ilha do Pico, o resultado foi de 1-1, contudo, no dia seguinte no Estádio da Alagoa, o Vitória levou a melhor por 3-1.

domingo, setembro 09, 2018

Veteranos



No passado dia 06 de Agosto, os veteranos do Fayal Sport defrontaram a equipa dos Antigos Jogadores Faialenses, formação oriunda dos EUA e que conta no seu plantel essencialmente com atletas faialenses e que durante muitos anos competiram nos mais diversos clubes da ilha do Faial, com especial destaque para aqueles que passaram pelo Fayal Sport.

sábado, setembro 08, 2018

Jogos de preparação


A equipa sénior do Fayal Sport Club continua a sua preparação para a nova temporada, tendo neste fim de semana um duplo confronto diante do Vitória do Pico, equipa que esta época irá competição no Campeonato de Futebol dos Açores.

O primeiro encontro realiza-se neste sábado na ilha do Pico, sendo que no dia seguinte teremos novo jogo, desta feita no Estádio da Alagoa.

sexta-feira, setembro 07, 2018

Veteranos



Realizou-se no dia 04 de Agosto no Estádio da Alagoa um jogo entre os veteranos do Fayal Sport Club e um Misto de Emigrantes, num desafio que acima de tudo serviu para homenagear o Prof. Gaspar Neves, uma verdadeira lenda viva do futebol faialense e açoriano.

O grande impulsionador deste evento foi Carlos Lourenço, ele que foi um antigo atleta do Fayal Sport e tem elevado o nome do clube pelos EUA, país onde reside desde 1983. Neste desafio, na equipa de Misto de Emigrantes, estiveram presentes antigas glórias dos verdes e que assim puderam regressar ao Estádio da Alagoa, local onde deixaram marcas para a história do clube.

quinta-feira, setembro 06, 2018

Secretaria do Fayal Sport Club


Horário de funcionamento 
Todas as Segundas-feiras das 17:30 às 18:30 ( excepto feriados )

- Propostas de novos Sócios ;
- Regularização de cotas com emissão de recibos ;
- Assuntos relacionados com Futebol, Futsal, Basquetebol;
- Outros assunto de interesse

Contactos dentro do horário de funcionamento pelo telefone 292 700 661
Fora do horário de funcionamento pelo e-mail fayalsportclubesecretaria@gmail.com

quarta-feira, setembro 05, 2018

terça-feira, setembro 04, 2018

"Os Verdes da Alagoa" - Início e fim da "década de ouro" do FSC



Com o escrito anterior terminamos aquela que nós classificamos como a “Década de Ouro”, uma vez que foi durante os anos de 1960 que as equipas de seniores do Fayal Sport Club conquistaram o maior número de títulos distritais.
Recordamos que durante essa década, o Fayal Sport Club conquistou 7 campeonatos distritais, 6 participações nos Torneios de Classificação à Taça de Portugal e 3 participações consecutivas nos Campeonatos Regionais, dos quais o anterior escrito se refere ao último campeonato dessa década.
Estas provas eram disputadas entre as três históricas equipas citadinas: o Fayal Sport Club, o Angústias Atléticos Clube e o Sporting Club da Horta.
Desde a fundação da Associação de Futebol da Horta, em Outubro de 1930, esta instituição sempre teve estes três clubes como seus únicos filiados. Depois, julgamos que nos inícios da década de 1980, foi permitida a entrada na Associação de Futebol de equipas que faziam parte da instituição INATEL (ex-FNAT), chegando o seu número a atingir a totalidade de 9 equipas: as 3 da cidade, Flamengos, Feteira, Castelo Branco, Capelo, Cedros e Salão.

Escrevemos na imprensa local da época, dando a nossa opinião e questionando se o futebol faialense queria “quantidade ou qualidade”. Foi-nos respondido na altura “que todos tinham o direito de praticar desporto”.
Decorridos que foram todos estes anos, sobre o que foi publicado e a comprovar o que nós tínhamos escrito, o futebol faialense está pelas “ruas da amargura”.
Miúdos para ingressar nas equipas jovens são muito poucos. Há épocas em que o decano dos clubes açorianos deseja inscrever na Associação de Futebol da Horta escalões de formação e não tem jovens em número suficiente para a sua inscrição.
A agravar estes problemas, está o Campeonato Regional que é, quanto a nós, mais uma desgraça que está a contribuir para o endividamento de todos os clubes açorianos que nele participam.
Ainda há dias, o Presidente de um Clube micaelense veio para a televisão açoriana informar que o seu clube não estava interessado em participar na Taça de Portugal porque a dívida do respectivo clube ascendia a 400 MIL EUROS!
E isto porquê?

Porque o Campeonato Açoriano contribuiu e continua a contribuir para o agravamento das dívidas dos clubes uma vez que nós residimos e vivemos em ilhas, que não “nadam em dinheiro” e como tal os clubes não podem e nem devem participar em grandes aventuras, actuando num campeonato açoriano que só contribui para o desaparecimento das suas actividades desportivas.
Neste Campeonato Açoriano a Ilha da Graciosa participa esta época com 3 equipas! Mas isto é possível numa ilha pequena?
Temos outro exemplo dos tempos modernos: o Santa Clara irá receber do Governo Regional a importância de 1 milhão de euros para participar no Campeonato Nacional da 1.ª Divisão. É com este subsídio que o Santa Clara vai pagar o que deve ou isto irá contribuir para que a sua dívida aumente?
Julgamos que estes comentários têm razão de ser e a realidade diz-nos que estas palavras foram, continuam e continuarão a ser actuais através dos anos.
Hoje, o mal está feito e devido a aventuras de diversa ordem, os clubes históricos da nossa ilha tendem a desaparecer. E isso é muito grave para uma terra que possui um dos clubes mais antigos de Portugal.
Mas o presente está entregue à geração actual.

As gerações antigas muito trabalharam. Moveram e removeram enormes obstáculos para que o clube do seu coração tivesse um futuro melhor. Se eles hoje fossem vivos, muito tristes ficariam em ver o seu esforço e o seu trabalho muito mal tratados, porque foram eles que se dedicaram durante muitos anos para que a construção das infraestruturas desportivas do FSC fossem uma realidade.
É triste, mesmo muito triste, ver as actuais infraestruturas da Alagoa num estado bastante degradante.
O piso e o tecto do ginásio estão numa situação extremamente deteriorada e por isso nada é realizado no seu interior. Todo esse espaço é bastante caótico e por essa razão os aniversários deste “Grande Clube” já não são assinalados condignamente. No dia 2 de Fevereiro é realizado um “almoço de amigos”. Muitos dos históricos sócios e ex-jogadores, são pura e simplesmente ignorados. Tudo isso contribui para que essas pessoas se vão afastando. No seu tempo, elas trabalhavam para o FSC. Hoje, qualquer dirigente trabalha não para o clube mas sim para pagar a jogadores e treinadores. Numa terra pequena como a nossa, onde os campos estão vazios de espectadores, como é que isso é possível?

O relvado sintético do estádio, neste quente Verão, não foi devidamente protegido com água. As mangueiras subterrâneas secaram ou não existem. A “relva” tem uma suave cor amarela, sinal de que não é devidamente aguada.
Com estas atitudes, a “Década de Ouro” do Fayal Sport Club, jamais será repetida e para a posteridade, prometemos que nas colunas deste jornal, ficarão registados esses e outros episódios desportivos.


J. Luís

Publicado no Incentivo a 03 de Setembro 2018

sexta-feira, agosto 31, 2018

quinta-feira, agosto 30, 2018

quarta-feira, agosto 29, 2018

"Os Verdes da Alagoa" - Disputa do Torneio dos Campeões Açorianos em Angra do Heroísmo (1970)

Em cima da esq./dir.: Carlos Machado, João Manuel, Ludgero, Manuel Cristo,
Luís Baptista, Helder Quaresma, João Luís, Manuel Silveira e Manuel Melo.
Em baixo da esq./dir.: Firmo Ventura, Tomás, Manuel Bulcão,
Armando Evangelista, José Macedo, José Silveira e Manuel Lima “Pirolito”.


Decorria o mês de Junho do ano de 1970, o Fayal Sport Club disputava em Angra do Heroísmo, pela terceira vez consecutiva, o torneio dos Campeões Açorianos, defrontando as equipas do Lusitânia e do Santa Clara.
Por uma questão de sorte os “Verdes da Alagoa” não se sagraram mais uma vez campeões açorianos devido a vários factores, sendo um deles destacado por “Ednarg Ogima” (“Grande Amigo”, Manuel Lino) que no N.º 48 de 6 de Junho de 1970, escreve o seguinte comentário sobre o jogo da final entre Santa Clara e Fayal Sport:
…”Ambas as equipas, (FSC/Santa Clara) cientes da grande responsabilidade que tinham sobre ombros, deram indícios de receio mútuo. Por isso não admirou que os primeiros minutos da pugna decorressem em fase de estudo e de certo nervosíssimo, dando ao jogo forte feição de equilíbrio, muito embora o Santa Clara fosse a primeira equipa a demonstrar maior adaptação ao terreno e ao jogo.
O Fayal Sport, adoptando um sistema de contra-ataque, procurava assentar o seu jogo numa sólida posição defensiva, sem no entanto se remeter à defesa, e explorar com rapidez, através de infiltrações e de lançamentos com muito a propósito para os espaços vazios, a defensiva encarnada, o que ia acontecendo quando José Silveira, dentro da pequena área e em posição frontal, concluiu de cabeça frouxa para as mãos de Durval Melo, um livre apontado por João Luís.

Por seu turno, a turma micaelense, usufruindo de uma maior pujança física e de uma mais calejada maturidade futebolística por parte de alguns dos seus elementos, porfiava a todo o transe bater a bem escalonada defensiva verde, que sob o comando do capitão Manuel Cristo a tudo dava conta do recado.
Ao finalizar estes 45 minutos iniciais deu-se o chamado caso do jogo: golo invalidado a José Silveira que surgiu isolado frente a Durval Melo, atirando a bola contra a sua figura para na recarga não perdoar. Invalidou o tento o fiscal de linha micaelense, Alírio Fontes, alegando fora de jogo a José Silveira.
Em nossa modesta opinião, opinião esta que não surge em cima do lance nem dita assim como ao relento, antes pelo contrário, que surge baseada em profunda análise, que temos feito, com nós próprios, ao referido lance, consideram os que o golo foi indevidamente invalidado e isto porque, concluímos (da nossa análise, honesta e sem facção clubista) que José Silveira estava isolado quando recebeu o esférico, mas não quando ele lhe foi passado, o que, como aliás é sabido, nas leis de futebol, embora parecendo que não, tem grande importância e… diferença.

O segundo tempo começou praticamente com o golo do Santa Clara, produto de remate felicíssimo de M. António, na transformação de um livre directo em posição frontal, e para o qual a defensiva verde não fez a necessária barreira. Aconteceu que o esférico na sua trajectória iludiu Manuel Cristo e, consequentemente Carlos Machado, que embora tardiamente, por só o ter visto quando o mesmo passou por Manuel Cristo, se lançou bem, chegando a tocá-lo.
Daí por diante o Santa Clara procurou trocar a bola, tentando assentar o seu jogo no facto psicológico obtido através do golo. Contudo, tal não o conseguiu, pois nunca viveu tranquilo, porque a reacção faialense foi sempre enérgica e teimosa.
Como apontamento geral registamos a deslocação apontada a Manuel Bulcão e uma vez mais duvidosa, uma perdida do mesmo Manuel Bulcão que ao fugir à defensiva contrária atirou fraco de modo a permitir a defesa de Durval Melo e a pretensa penalidade por parte de alguns espectadores (poucos na realidade) num lance em que a única preocupação e intenção dos atletas, verde e encarnado, foi a de jogar o esférico.

Na equipa verde todos são credores da mesma nota, atenção e respeito.
Desde Carlos Machado (como gostámos de o ver!) passando pelos restantes sectores da equipa, todos foram generosos e incansáveis e dignos representantes da camisola que defenderam.
Uma palavra de simpatia para o Santa Clara pela maneira briosa e correcta (com excepção em dois lances iniciais em que esteve em perigo a integridade física de Manuel Cristo) como encararam o encontro”.

No primeiro encontro, defrontando o Lusitânia, os “Verdes da Alagoa”, empataram a 1 bola. No encontro Lusitânia – Santa Clara, novamente um empate a 1 golo e no terceiro jogo (uma final onde pela 1.ª vez não se encontrava a equipa da casa) o Santa Clara vence a equipa verde por 1 bola a zero.
A equipa do Fayal Sport alinhou, em ambos os encontros com: Carlos Machado, Manuel Lima, Manuel Cristo, Ludgero, e Helder Quaresma; Firmo Ventura e João Luís, Manuel Silveira, José Silveira, Manuel Bulcão e José Macedo.

J. Luís

Publicado no Incentivo a 27 de Agosto 2018

quarta-feira, agosto 22, 2018

Arranque dos trabalhos para a nova época



A equipa sénior do Fayal Sport iniciou os treinos com vista à próxima temporada.

Para esta época, a equipa técnica será novamente liderada por Luís Carlos Rosa, contando de momento com  os seguintes jogadores:

Guarda-redes:
- Danilo Lopes (júnior)
- Mike Garcia (sem clube)

Defesas:
- André Correia (sem clube)
- Belchior Neves
- Emanuel Lopes
- João Rodrigues (ex-Flamengos)
- Marco Anselmo
- Paulo Teixeira (sem clube)
- Sérgio Amorim
- Tiago Teixeira

Médios:
- Alexandre Macedo
- Décio Fialho
- Diogo Castro
- João Costa Pereira
- Sabino Borges

Avançados:
- Adriano Correia (sem clube)
- Gustavo Melo (ex-Flamengos)
- João Gonçalves
- Milton Mota (ex-Cedrense)
- Pedro Carvalho

Treinador: Luís Carlos Rosa
Treinador Adjunto: Bruno Pereira

terça-feira, agosto 21, 2018

Fayal Sport inicia nova temporada


A equipa sénior do Fayal Sport dará amanhã início aos trabalhos, com vista à participação nas provas da AF Horta.
Como vem sendo habitual, existem algumas alterações no que ao plantel diz respeito, com Luís Carlos Rosa a manter-se no comando técnico

terça-feira, agosto 14, 2018

"Os Verdes da Alagoa" - Disputa do Torneio dos Campeões Açorianos na Horta (1968)


Em pé, da esquerda para a direita: Mário Carmo, Manuel Raposo,
Manuel Maria, João Manuel, Carlos Machado, João Ribeiro e Costa Pereira. 
Em 1.º plano e pela mesma ordem: Pedro Paulo, Mário Barbosa,
João Luís, José Macedo e João Almeida.


Esta foi mais uma competição que deixou marcas profundas em todos os jogadores do Fayal Sport Club.
Estava em disputa, pela primeira vez na “década de ouro” do Fayal Sport, o torneio oficial dos Campeões Açorianos, que teria lugar no Estádio da Alagoa, em Maio de 1968.
Como representante da Ilha Terceira, chegava à Horta, vinda da Praia da Vitória o Sport Praiense e de S. Miguel o União Micaelense.
Os dois primeiros encontros não podiam ser mais favoráveis aos “Verdes da Alagoa”: o primeiro encontro, que pôs frente a frente Fayal Sport/Praiense, a equipa de casa vence por 1 bola a 0.
Neste jogo, o Fayal Sport, alinhou com: Costa Pereira, Manuel Raposo, João Ribeiro, Carlos Machado, João Manuel, Manuel Maria, João Luís, Pedro Paulo (a prestar serviço militar na Horta, natural de S. Miguel e ex-jogador do União Micaelense, onde nessa equipa tinha um irmão), Mário Barbosa, José Macedo e João Almeida.

No segundo encontro entre Praiense, 4 – União Micaelense, 0, indicava este resultado que o Fayal Sport teria tudo a seu favor para ser o vencedor desta prova.
No seio de todos nós, o estado de espírito não podia ser melhor. Se uma das equipas favoritas a ganhar esta prova tinha perdido por 4-0 com aquela que tinha perdido com a equipa da casa por 1-0, tudo indiciava que seria “canja” o final desse encontro.
A constituição da equipa para esse 2.º jogo foi alterada. As razões dessa alteração residia no facto de que todos os jogadores para serem campeões açorianos teriam que jogar e assim, para o segundo jogo, o treinador Antero Gonçalves escolheu a seguinte equipa:
Costa Pereira, Manuel Raposo, João Ribeiro, Carlos Machado, João Manuel, Mário Barbosa, João Luís, João Ângelo, Pedro Paulo, Manuel Bulcão e João Almeida.
Como se deve reparar, o sublinhado realça as alterações efectuadas mas para além dessa, outra razão existia para que os “Verdes da Alagoa” obtivessem essa inesquecível derrota por 4-0.
Por toda a cidade, tanto os adeptos como o mais comum dos cidadãos transmitiam aos jogadores uma confiança de tal ordem que, para quem ia jogar, esse sentimento teve um enorme impacto em todos os jogadores. Hoje em dia, esse fenómeno teria somente duas designações: excesso de confiança ou falta de acção psicológica. E, provavelmente, foi esse excesso de confiança que permitiu que o União Micaelense estivesse a ganhar por 4-0 ao intervalo. E foi desse modo que o Sport Praiense, sentado no peão do estádio, fosse campeão açoriano.
No fim do jogo, todos os jogadores recolheram a suas casas num sinal de vergonha e de muita tristeza.

Mas melhor do que nós, vamos transcrever o que o boletim do Fayal Sport publicou na sua edição de 1 de Junho de 1968 e da autoria do seu Director Sr. Jaime Baptista Peixoto:
“Mais uma vez perdemos na “nossa casa. Mais uma vez o vencedor foi uma equipa terceirense. Podemos afirmar que o Campeão Açoriano foi o melhor conjunto do torneio? Evidentemente que não. Primeiro porque de dois encontros poucas conclusões se podem tirar. Depois porque o Fayal se lhe superiorizou no primeiro jogo e ainda porque a equipa micaelense foi a que apresentou o melhor futebol praticado, ainda que só no último encontro. Acreditamos que o conjunto do União Micaelense não vale tão pouco como mostrou no primeiro desafio, nem tanto como o verificado no último. Um meio termo, talvez seja o julgamento mais justo.
União Micaelense e Fayal Sport Club foram duas equipas incaracterísticas e muito irregulares. Foram do inferior ao óptimo. Já o Sport Praiense, sem grandes elevações mas também sem descer ao medíocre, foi o que mostrou maior regularidade. E é aqui que podemos basear a sua vitória final: na regularidade.

Não conhecemos os problemas que podem afectar o futebol das outras ilhas. Os nossos conhecemo-los bem. O maior de todos será este êxodo assustador de desportistas que todos os anos saem da nossa terra. Não vamos agora referir nomes. Basta dizer que a equipa já débil que iniciou este torneio, se viu ainda mais enfraquecida com as saídas inesperadas de Manuel Maria e José Macedo, aquele por exigência do serviço militar, este por lesão contraída no primeiro encontro. Num quadro onde dificilmente se arranjam os onze elementos necessários, a falta de um pode agravar bastante o seu rendimento. Foi o que se verificou.

Sabemos que o nosso futebol não anda bom. Dum modo geral. Isto, no entanto, não será motivo para desanimar e deixar cair os braços. Antes pelo contrário. Há que lutar e bem. Temos elementos valorosos. Há que descobrir outros e, sobretudo, mantê-los. Dum modo particular os futebolistas verdes continuam a merecer a nossa estima e confiança, assim como o seu dedicado e competente treinador. Vamos continuar a lutar sem desfalecimento, e os resultados, mais cedo ou mais tarde, acabarão por premiar o nosso esforço”.

J. Luís

Publicado no Incentivo a 13 de Agosto 2018

terça-feira, agosto 07, 2018

"Os Verdes da Alagoa" - Fayal e Lusitânia na disputa da Taça "Gaspar Neves"


Em 1.º plano, da esquerda para a direita: Armando Sousa, Abílio Baptista, João Ângelo, Carlos Machado, Manuel Maria e Necas Madruga.
De pé, pela mesma ordem: Costa Pereira, Manuel Cristo, Alfredo Simão,
João Ribeiro, Manuel Raposo, Gaspar Neves, João Luís e Durval Melo.


Na primeira edição do Jornal do Fayal Sport Club, de 2 de Julho de 1966, era feita a reportagem do jogo realizado entre o clube da Alagoa e o Sport Clube Lusitânia, homenageando desta forma o seu jogador e treinador Gaspar Adelino Torres Castro Neves.
Essa homenagem que teve como disputa a taça com o seu nome, foi realizada no Estádio da Alagoa cujo resultado, no primeiro encontro, foi favorável aos “Verdes da Alagoa” por 1-0. A jogada do golo, é-nos descrito desta forma:
“Gaspar Neves libertou-se dum adversário e lançou Madruga pelo flanco esquerdo. Este, mais rápido que Dionísio conseguiu isolar-se. Georgino saiu ao seu encontro, mas MADRUGA rematou pelo lado esquerdo, fora do alcance do guarda-redes lusitanista”.
Para recordar esse jogo, a seguir se transcreve, com a devida vénia, a descrição da actuação dos jogadores do Fayal Sport descrita por José Pacheco de Almeida:

“DURVAL MELO – Corajoso. Seguro, apesar da sua pequena estatura cumpriu muito bem.
JOÃO RIBEIRO - Defrontando um adversário de grande técnica teve imensas dificuldades, sendo batido em muitos lances. Bateu-se com energia, e a sua actuação melhorou com o decorrer do tempo.
MANUEL CRISTO – Grande actuação. Excelente no jogo de cabeça, no qual é imbatível, seguro nos cortes, calmo nas entregas. De reprovar uma atitude para com o Airosa, já que fica a ensombrar o seu magnífico trabalho.
JOÃO LUÍS – Magnifico a defender. Tem como que um sexto sentido que lhe indica o momento exacto do corte. Pouco preciso nas entregas, único pormenor menos bom do seu trabalho.
ALFREDO SIMÃO – Bom trabalho. Valente, lutou sempre, tendo tido iniciativas agradáveis de ataque.
MANUEL RAPOSO – Extraordinário o seu espírito de luta. É um jogador que dá todo o seu esforço à equipa. Tentou com êxito alguns lançamentos compridos para os extremos.
MANUEL MARIA – Excelente actuação. Incansável, corre o campo todo, desbaratando energias, pois não se poupa a esforços. Pedra influente no meio campo. Quebrou perto do fim quando a equipa toda se ressentiu dos esforços feitos nos diversos jogos da semana.
ARMANDO SOUSA – Boa actuação. Aliou à sua extraordinária corrida um espírito de luta que não lhe é habitual. Teve algumas corridas impressionantes pelo seu sector.
GASPAR NEVES – Jogando lesionado, esforçou-se até ao esgotamento. Teve jogadas que só a sua técnica permitiu executar. Bons lançamentos aos extremos.
JOÃO ÂNGELO – No pouco tempo que esteve em campo, foi infeliz nos passes. Jogador calmo e de boa técnica, tentou orientar a sua equipa, mas não o conseguiu.
CARLOS MACHADO – Entrando a substituir João Ângelo, revelou-se batalhador incansável. Ajudou os homens do meio campo. Apareceu pouco na área da verdade.
NECAS MADRUGA – Muito rápido e corajoso, marcou um golo magnífico e teve algumas fugas espectaculares. Jogando ainda mal refeito duma lesão, lutou sempre com energia. Boa actuação.
ABÍLIO BAPTISTA – Jogou alguns minutos no lugar de Armando Sousa que se lesionou. Habilidoso, falta-lhe força para entrar na área”.

Numa notícia aparte, o mesmo boletim escrevia o seguinte:
“Do bom entendimento havido entre o Lusitânia, Campeão Açoriano e o Fayal, Campeão Distrital, nasceu a ideia duma homenagem, aliás justa, ao futebolista Gaspar Neves. Agora munido do diploma de Curso de Treinadores, tirado no ano de 1964.
Gaspar Neves já prestou valiosa contribuição a estes dois conjuntos açorianos, onde a sua classe ficou bem vincada.
Agora ligado ao Fayal Sport Club, Gaspar Neves tem contribuído com entusiasmo, dignidade profissional e classe para conduzir a sua equipa às mais saborosas vitórias.
Esta homenagem e a Taça que tem o seu nome ficam a perpetuar o nome de um Atleta dos mais completos que têm pisado campos açorianos”.
Na segunda mão realizada em Angra do Heroísmo, o Lusitânia venceu o Fayal Sport Club por 3-1.

J. Luís

Publicado no Incentivo a 06 de Agosto 2018

terça-feira, julho 31, 2018

"Os Verdes da Alagoa" - O Jornal do Fayal Sport: O princípio e o fim


De pé, da esquerda para a direita: Costa Pereira, Leonel, João Luís, João Ribeiro,
Manuel Raposo, Jorge Barbosa, João Quadros, Manuel Cristo e Antero Gonçalves (Treinador).
Em 1.º plano: Mário “Vidinha”, João Ângelo. Fernando Faria, Mário Barbosa. José Macedo,
Manuel Lino (Administrador do Jornal FSC), e Manuel Bulcão.

Com a devida vénia e muita admiração, vamos transcrever o que o seu Director, Prof. Jaime Baptista Peixoto, melhor do que nós pudéssemos rabiscar sobre a sua fundação, escreveu para o livro “Os Verdes da Alagoa”:

Sim, é verdade. O Fayal Sport Club também teve o seu jornal periódico! Foi um mensário, que geralmente saía aos fins de cada mês.
Eu fui o Director desse jornal, que durou cerca de 10 anos consecutivos. O primeiro número saiu a 2 de Julho de 1966 e o último a 2 de Fevereiro de 1975, e que foi a edição comemorativa do 66.º aniversário do Clube.

Foi um percurso longo, com altos e baixos, como são todas as coisas mundanas e falíveis, numa cidade pequena e de fracos recursos. Mas fez-se o jornal. Que foi durante cerca de uma década, a voz do Clube e o narrador de histórias.
Ninguém me vem ensinar o que é um jornal, grande ou pequeno, que tem sempre uma dimensão temporal e descritiva, pois a minha vida jornalística ultrapassou já meio século de actividade no “Telégrafo”, no “Correio da Horta” – principalmente no “Correio da Horta” – e também em vários outros jornais da língua portuguesa, no nosso País, e nos Estados Unidos da América, na Nova Inglaterra e Califórnia.
Não é fácil fazer um jornal, qualquer que seja a sua orientação, onde trabalham várias pessoas e tem diversas características.

Para que o Fayal Sport Club tivesse um jornal foram precisas muitas boas vontades. A maior de todas, a do Sr. José Bettencourt Brum, figura marcante do “Clube Verde”, e ele próprio jornalista local, com colaboração nos órgãos da imprensa faialense e com vários livros publicados. Foi ele que me convidou para ser director de um jornal, me incentivou e, por vezes, me invectivou quando eu lhe respondia sempre não, porque tinha muito que fazer, e ser professor gastava muito tempo, o curso era o mais fácil de fazer, sendo o resto muito mais custoso e desgastante. Um dia, aborrecido comigo, um aborrecimento cartesiano, pois não era pessoa para além disso, disse-me: “pois fica sabendo que se o Fayal Sport não tem um jornal é por tua causa”. Fiquei com aquilo cá dentro, e no outro dia fui ter com ele e afirmei-lhe: ”se quer um director para o jornal, aqui está um”. Ficou muito contente. E foi assim que nasceu o jornal do Fayal Sport Club.

Fez-se uma reunião na sede do Clube para se tratar disto. Apareceu muita gente. E todos juraram que iriam escrever muito, que iriam participar, e muitas coisas mais. Mas a mim já me tinham caído as peles dos olhos e sabia muito bem para onde ia. Ao fim de uns meses já não havia colaboradores. O jornal estava definido. Eu era o Director, o José Pacheco de Almeida o Redactor Principal, mas quem ficou, incondicionalmente, comigo, foi o meu amigo Ednard Ogima, pseudónimo de Manuel Lino. E ficou até ao fim.

É que um dia, a Empresa que imprimia o jornal, actualizou o preço da tiragem. E foi um preço incomportável para o Clube. E o remédio foi acabar com o jornal. E eu fiquei livre desse compromisso. E entretanto fui convidado pelo Dr. Fernando Faria Ribeiro, para assumir uma nova tarefa no jornal diário “Correio da Horta”. E aceitei. Seria para mim, como comprovei, uma experiência diferente. Como, de facto, o foi. Porque fazer um jornal diário já era uma tarefa mais complicada. E que não me deixava mais tempo. Mas, entretanto, a empresa reconsiderou mais tarde, e resolveu dar uma nova oportunidade ao Fayal Sport Club. Mas foi tarde de mais. Não pude voltar. E foi dada uma oportunidade a um moço mais novo, que não estava preparado para isso. E o jornal foi definhando até que, por falta de qualidade, foi encerrado.
Esta é a história do jornal do Fayal Sport Club, que mesmo assim, ainda durou cerca de 10 anos”.

J. Luís

Publicado no Incentivo a 30 de Julho 2018

quinta-feira, julho 26, 2018

"Os Verdes da Alagoa" - Boletim do Fayal Sport Club



Nesta série de artigos não podíamos deixar de escrever algumas palavras sobre a existência do órgão informativo do Fayal Sport Club que foi fundado por dois grandes sócios e adeptos do decano dos clubes açorianos: os Srs. Prof. Jaime Baptista Peixoto e José Pacheco de Almeida, juntando-se mais tarde Manuel Tibério Goulart Lino, como Administrador.
Este boletim nasceu no dia 2 de Julho de 1966, vindo a suspender a sua publicação na edição N.º 94, em 4 de Maio de 1974, por impossibilidade de impressão por parte da Empresa “Correio da Horta”, recomeçando em 1 de Fevereiro de 1975 e a sua última publicação, N.º 103, foi realizada no dia 4 de Outubro de 1975 e tinha como Director e Editor o Prof. Jaime Baptista Peixoto, como Redactor Principal José Manuel S. Macedo e como Administrador João Goulart.
Foi um boletim que era publicado todos os meses e continha, por vezes 6 ou 8 páginas. Nelas, era comentado o que se relacionava não só com o futebol em todas as suas categorias, como também com o basquetebol feminino, com o ciclismo e outras actividades desportivas, culturais e sociais.
Nos comentários efectuados a todos os jogos de futebol da primeira categoria, este boletim contava também com uma série de colaboradores – sócios e adeptos – que periodicamente iam escrevendo sobre os mais variados temas relacionados com o futebol e não só.
Nas suas colunas, para além dos artigos de opinião e comentários sobre o desempenho das equipas, era dada uma pontuação a cada jogador da categoria sénior, a cujo vencedor, no final da época era-lhe atribuído um troféu que tinha gravado o nome de um antigo e histórico jogador.
No início do ano de 1970, nas mesmas colunas foi criada a secção “Os Nossos Atletas” onde foi descrita a biografia de alguns jogadores de futebol que envergaram a camisola do Clube da Alagoa. É muito provável que eles venham a ser recordados nas colunas deste jornal.
A título de curiosidade, divulgamos o preço da assinatura deste boletim: Continente e Ilhas adjacentes, por mês custava 2$00 e por ano 24$00. No estrangeiro, por mês a quota custava 5$00 e por ano 60$00.
A feitura deste boletim era executada nas oficinas gráficas do vespertino “Correio da Horta”, no tempo em que os jornais eram feitos com caracteres de chumbo e letra a letra. O trabalho era imenso, não só para quem o escrevia mas também para quem trabalhava na sua composição, paginação e impressão.
Logo de início foi apresentada uma proposta ao “Telégrafo” que respondeu da impossibilidade da sua feitura e as poucas esperanças dadas pelo “Correio da Horta”, obrigou a que os seus responsáveis se virassem para Angra do Heroísmo. Após conversações realizadas verificaram que o atraso que originaria e o aumento das despesas tornava-se incompatível com as suas possibilidades.
Foi então que a Direcção do Fayal Sport insistiu junto da Direcção do “Correio da Horta” que, animada da melhor vontade, removeu todas as dificuldades e garantiu a tão desejada impressão.
Mas para que se transmita para a presente geração o desejo de criar um órgão que registasse todos os momentos da vida do decano dos clubes açorianos, nada melhor do que se transcrever o “artigo de fundo” publicado na primeira edição de 1966, com o título “O NOSSO JORNAL”:
“A criação dum jornal do Clube é sonho desde há muito acalentado. A germinação da ideia floriu e ei-lo aqui!
Esse velho sonho nasceu por volta de 1947. Podemos mesmo assinalar essa data como o marco inicial da sua história. Foi o ano em que se publicou o primeiro Boletim do Fayal Sport Club. Tinha-se então em mente a publicação anual de Boletins periódicos. Tal resolução, por diversas razões, não pôde vingar. E assim só foi possível imprimir mais três Boletins nos anos de 1955, 1958 e 1959, este último assinalando magnificamente as Bodas de Ouro.
A ideia embora latente, não estava esquecida. E a prova aqui está bem visível. Temos o Nosso Jornal.
Assim passarão a ser regularmente conhecidos por todos os sócios e simpatizantes os esforços desenvolvidos no seio do Clube para o engrandecer cada vez mais. O jornal será como que um porta-voz, um arauto que levará a todas as partes, de longe e de perto, o abraço amigo e fraterno dos que pugnam pela unidade, harmonia e grandeza desta excepcional Família Verde.
Os que aqui trabalham (e são, felizmente, bastantes); os que lutam não olhando a sacrifícios; os que sentem a chama clubista; os que vibram com os êxitos e carregam corajosamente com os desaires; os que de qualquer modo, com pouco ou com muito, contribuem para a valorização do Jornal esperam manter o rumo traçado e com mais ou menos sorte levar sempre o barco ao porto.
O que se pede? Também bastante! Pede-se colaboração, carinho. Divulgação do jornal. Assinaturas e pede-se principalmente compreensão. O Jornal é de todos nós. Há esta massa anónima que trabalha nos bastidores e que só tem um desejo: ser útil.
Oxalá que todos possamos, os que meteram mãos à obra e os que a incentivaram e acarinharam, cumprir sempre com determinação as directrizes traçadas e contribuir, dentro do humanamente possível, para a valorização do que é agora o NOSSO JORNAL”.

J. Luís

Publicado no Incentivo a 23 de Julho 2018

segunda-feira, julho 23, 2018

"Os Verdes da Alagoa" - Disputa do Torneio de Classificação à Taça de Portugal na Horta (1967)


De pé, da esquerda para a direita: Durval Melo, António Marques,
João Ribeiro, Manuel Cristo, João Ângelo, Emanuel Rodrigues,
Manuel Raposo, João Luís e Costa Pereira.
Em primeiro plano, pela mesma ordem: Thiers Lemos (Director),
Armando Sousa, Mário Barbosa, Carlos Machado,
Abílio Baptista, Necas Madruga, José Macedo e Mário Cunha (treinador).

Embora nesta década o Fayal Sport Club tenha vencido, como clube inscrito na Associação de Futebol da Horta, 7 torneios de Classificação, só iremos fazer referência a mais este, completando assim, as três disputas realizadas pelas três capitais açorianas.
Neste torneio, realizado no Estádio da Alagoa, participou o Santa Clara que, no primeiro jogo perde com os “Verdes da Alagoa” por 1-0.
No segundo encontro, o Santa Clara vence o Angrense por 2-1 e no terceiro jogo o Angrense vence o Fayal Sport por 3-1.

O Fayal Sport alinhou com a maioria dos jogadores que se encontram na foto, tendo como base os seguintes jogadores: Costa Pereira, João Ribeiro, Manuel Cristo, João Luís, Emanuel Rodrigues, Manuel Raposo, Abílio Baptista, Armando Sousa, Carlos Machado, Mário Barbosa e Necas Madruga.
No segundo jogo entrou Manuel Maria (que não está na foto) para o lugar de Manuel Raposo.
Nos comentários efectuados no boletim N.º 11 de 6 de Maio de 1967 do Fayal Sport Club, destacamos o comentário feito por Jaime Baptista Peixoto referente ao comportamento dos seus jogadores. Assim:
“…O Fayal Sport teve em Costa Pereira um guardião seguro e decidido. A sua defesa portou-se magnificamente, com relevo para o capitão Cristo. A linha média cumpriu muito bem. No ataque houve, talvez, um pouco de sofreguidão na conclusão das jogadas, o que explica a marcação de um só golo.
O golo foi marcado por Manuel Raposo, na primeira parte, que aproveitou um ressalto da defesa contrária, para atirar forte e por alto, batendo, sem apelação, o guarda-redes micaelense”.

No comentário efectuado sobre o jogo em que o Angrense vence o Fayal Sport por 3-1, extraímos o seguinte comentário da autoria de José Pacheco de Almeida e publicado no mesmo exemplar:
“Os primeiros 15 minutos foram do domínio dos forasteiros que no entanto não conseguiram fazer nenhum golo. Por volta dos 15 minutos o Fayal começou a criar perigo na área do Angrense e aos 19 minutos Necas Madruga, na transformação dum canto, introduziu a bola directamente nas redes confiadas à guarda de Ernesto.
A ganhar por 1-0 a equipa verde cresceu, instalou-se no meio campo adversário e poucos minutos volvidos, um cruzamento feito por alto para a área do Angrense é cortado por Edmundo com a mão já dentro da área: a bola seguiu, no entanto, até Abílio Baptista, que sem demora a atirou para a baliza batendo pela segunda vez Ernesto.
Estava escrito, porém, que não sendo golo, pois o árbitro, beneficiando o infractor, anulou-o para assinalar falta contra a equipa visitante, fora da área. Este erro do árbitro, tirando à nossa equipa um golo que seria decisivo, veio a ter influência no resultado final...”.

“…Entregando o domínio do meio campo ao adversário, o Fayal Sport foi submetido a ataques constantes e aos 8 minutos, um falhanço de Emanuel Rodrigues, colocou a bola ao alcance de Cardona que não perdoou. Cerca dos vinte minutos e na consequência dum livre, assinalado ao contrário, contra a nossa equipa, Cardona aproveitou um ressalto da defensiva verde para fuzilar Costa Pereira. Sobre a hora para terminar o desafio, Laureano, segundo nos pareceu fora de jogo, recebeu um passe de Aníbal, e atirou sesgado ao lado esquerdo de Costa Pereira, que nada pôde fazer para impedir o golo. Estava feito o resultado de 3-1 favorável ao Angrense, de facto a equipa mais arrumada, mais esclarecida, que actuou com uma determinação notável…”.

Este foi mais um torneio em que se pode afirmar que o factor sorte também não fez parte do jogo e, assim, o Fayal Sport viu fugir “entre os dedos dos pés” mais um título açoriano.
Embora tudo o que se escreva ou diga sobre o desenrolar de qualquer jogo de futebol o certo é que a sorte também faz parte desta modalidade e os defensores da camisola verde, muito sofreram com o desfecho dos resultados obtidos contra as equipas adversárias.
Na época de 1967/68, novamente o FSC representa a Associação de Futebol da Horta, deslocando-se a Ponta Delgada, obtendo os seguintes resultados:

FSC, 0 – Micaelense F. Clube, 2; FSC, 0 – Sport C. Lusitânia, 3; Sport C. Lusitânia, 6 – Micaelense F. Clube, 0. Vencedor – Sport C. Lusitânia.
Na época de 1968/69, em Angra do Heroísmo, o FSC, obteve os seguintes resultados: FSC, 1 – Sport C. Lusitânia, 3; FSC, 0 – Operário da Alagoa, 4; Lusitânia, 6 – Operário da Alagoa, 0. Vencedor – Lusitânia.

J. Luís

Publicado no Incentivo a 16 de Julho 2018

domingo, julho 15, 2018

"Os Verdes da Alagoa" - A selecção faialense em New Bedford (1965)



Em pé da esquerda para a direita: Jaime Serpa (Director da AFH), Mário Garcia (SCH),
Gaspar Neves, (FSC), Manuel Raposo (FSC), Hildeberto Serpa (AAC), João Luís (FSC),
Rui Goulart (AAC), Mário Serpa (AAC), Manuel Cristo (FSC), Carlos “Cantoa” (SCH) e o massagista do FSC, Sr. José Dutra.
Em 1.º plano, pela mesma forma: Fernando Faria (FSC), Necas Madruga (FSC), Abel Lima (SCH), Armando Sousa (FSC), Helder “Cachopo” (AAC), João Ângelo (FSC)
 Mário Macedo (FSC) e João Castro (SCH).
Ausente da foto o Sr. Renato Azevedo (Director da AFH)

Em 1957 a ilha do Faial era atingida por um espectacular fenómeno da natureza: na zona dos Capelinhos as primeiras fumarolas de um vulcão davam mostras de que algo iria acontecer. E assim foi. Com os passar dos meses esse fenómeno da natureza tomou enormes proporções, obrigando a que muitas famílias faialenses – através de acordos luso-americanos – emigrassem nos anos seguintes para terras do Tio Sam, principalmente para a cidade de New Bedford, Estado de Massachussets.
Afastados da sua ilha natal, muitos faialenses para possuírem um meio que os fizesse recordar que estavam na sua ilha fundaram o “Clube União Faialense” cujos principais membros directivos eram naturais desta ilha.
Para além de outras actividades recreativas, esses faialenses, como não podia deixar de ser, constituíram anos mais tarde, uma equipa de futebol, na qual se encontravam integrados jogadores das três equipas faialenses: FSC, AAC e SCH.

Saindo da Horta no dia 21 de Julho de 1965, mas a convite do Portuguese Sport Club, com sede em New Bedford, a selecção faialense deslocou-se ao Estado de Massachussets para realizar alguns jogos que envolviam vários clubes, com sedes em várias cidades e que possuíam nas suas fileiras jogadores das três colectividades desportivas faialenses. Integrado numa equipa composta por dezassete jogadores, dois dirigentes e um massagista, a selecção faialense partiu do porto da Horta embarcando no “Terra Alta” desembarcando em Angra do Heroísmo.
No Aeroporto das Lajes entraram num avião cuja lotação de passageiros era muito limitada e cujo destino foi o designado “Aeroporto aero-vacas” de piso térreo, situado nas imediações da Ribeira Grande, em S. Miguel.
Nesta ilha, embarcaram novamente numa aeronave da SATA, também de pequenas dimensões, as quais somente tinha espaço para transportar a caravana faialense. Em Santa Maria toda a equipa e restantes passageiros entraram num avião da TWA, com destino à América.

No Aeroporto de Boston, encontrava-se uma enorme multidão e à chegada a New Bedford, esse número excedeu todas as expectativas. Para qualquer lado que se virasse a cabeça, deparava-se logo com um faialense radicado naquela e noutras cidades.
Não há palavras que possam registar na realidade, a alegria, a saudade e o carinho prestado a toda a caravana faialense por parte dos emigrantes que na América procuraram uma vida melhor, após a erupção do Vulcão dos Capelinhos. Foram manifestações de muito afecto, aquelas que foram prestadas pelos emigrantes radicados nas várias cidades daquele Estado destacando-se, em cada abraço, a saudade que sentiam por todas as recordações que a selecção representava.
Todos os elementos da caravana faialense ficaram alojados em casas de família ou de pessoas amigas. Foi nestas residências que os jogadores da selecção tomaram conhecimento, pela primeira vez, da existência da “caixa” que revolucionou o mundo: a TV, não a cores, mas a preto e branco.
É de recordar também a longa deslocação de autocarro que foi oferecido à selecção com destino à cidade de Nova York onde foi visitada a Feira Mundial

Em New Bedford a “Festa dos Madeirenses”, foi outro evento que não podia deixar de ser visto. As “espetadas” eram o “prato forte” da ementa.
Nessa festa passou-se um caso curioso com o Necas Madruga quando foi-lhe negada, numa “barraquinha” uma cerveja porque a sua estatura física sugeria não possuir mais de dezoito anos de idade.
No dia 25 de Julho de 1965, domingo, a selecção faialense inicia o périplo por terras da América. Para além do Portuguese Sport Club, com quem a selecção faialense defrontou por duas vezes, teve ainda como adversárias as selecções de New Bedford, da Nova Inglaterra, a Selecção Faialense dos USA, de Rhod Island e ainda equipas de Fall River, East Providence, o Casa Pia, perante o qual a selecção perdeu por 1-0, o Tauton Sports, o Lowel Sports, e por último o “Espanhol”, equipa profissional, conhecida entre a comunidade faialense pelos famosos “Pretos de Nova Iorque”, perante os quais saíram vencedores por 3-1. Já lá vão 53 anos!

 De 25 de Julho até 22 de Agosto a selecção faialense nos 10 jogos realizados, obteve 7 vitórias, 2 empates e uma derrota. Foram marcados 37 golos e foram só consentidos apenas 9.
Esta selecção faialense, que em “Terras do Tio Sam” deixou uma imagem inesquecível de simpatia e amizade junto daqueles que por necessidade ou por opção, decidiram procurar nas terras norte-americanas uma vida melhor, foi treinada pelo Prof. Gaspar Neves.
No regresso da América, toda a caravana foi recebida, na Cais de Santa Cruz, por várias centenas de faialenses, seguindo-se um cortejo até ao edifício do Governo Civil, onde a selecção foi recebida pelo Governador do Distrito Autónomo da Horta, Dr. António de Freitas Pimentel.

J. Luís

Publicado no Incentivo a 09 de Julho 2018

sábado, julho 14, 2018

Luís Carlos Rosa renova pelo Fayal Sport


O Fayal Sport está a preparar a próxima época, tendo em vista a mais uma participação nas provas da AF Horta.
No comando técnico continuará Luís Carlos Rosa, que assim vai para a sua segunda temporada consecutiva como treinador do Fayal Sport.

Quanto a entradas e saídas de jogadores, de momento não são conhecidas novidades.

sexta-feira, julho 13, 2018

"Os Verdes da Alagoa" - Disputa do Torneio Açoriano à Taça de Portugal em Ponta Delgada (1965)


De pé, da esquerda para a direita: José Almeida, Helder Quaresma, Alfredo Simão, Manuel Raposo, Manuel Cristo, João Ângelo e João Luís.
Em 1.º plano e pela mesma ordem: Armando Sousa, Gaspar Neves, Mário Macedo, Fernando Faria e Necas Madruga.

Para a participação nos Torneios Açorianos, com a presença dos Clubes vencedores e que representavam as três Associações Açorianas, as equipas deslocavam-se a bordo de navios e a ausência da ilha era de mais ou menos de 15 dias.
Saía-se da Horta, numa quinta-feira – se não estamos em erro - com destino a Ponta Delgada. No domingo seguinte, realizava-se o primeiro jogo. Na quarta-feira, o segundo encontro e no segundo domingo a terceira e última partida. O regresso de S. Miguel era efectuado na segunda-feira à noite e o da Terceira na terça-feira antes do meio-dia. À Horta, chegava-se na quarta à tarde ou durante a noite.
Nesse período de tempo, quer na Terceira quer em S. Miguel, eram oferecidos alguns passeios à caravana verde. Era nessas deslocações que os jogadores iam tomando conhecimento das paisagens dessas ilhas e a longa costa sul de S. Jorge.

Nas participações do FSC nos Torneios Açorianos à Taça de Portugal, contra equipas bem estruturadas e organizadas (e foram várias nessa década de 60) os “Verdes da Alagoa” obtiveram sempre resultados bastante satisfatórios, com jogadores que “gastavam até aos joelhos”.
 Era com base neste lema e na total entrega dos seus futebolistas, que as exibições dos mesmos deixavam os adeptos das equipas adversárias admirados pela maneira como os amadores do FSC enfrentavam, com garra e determinação, equipas consideradas de outro gabarito e algumas delas, davam aos seus jogadores como incentivo, prémios monetários referentes a treinos e a jogos.
O percurso entre o alojamento e o campo de jogo era feito sempre a pé: na Terceira, a equipa dos verdes ficava alojada na pensão “Beira-Mar”, que tinha o seu edifício a poucos quilómetros do campo municipal de Angra do Heroísmo e em S. Miguel, na “Pensão Central, que ficava afastado a pouco mais de dois quilómetros do campo Jácome Correia.

Cada jogador transportava o seu equipamento em sacos de mão. Os jogadores do FSC deslocavam-se em grupo e eram facilmente identificados, porque iam equipados com um fato de treino verde – este durou vários anos porque era somente usado nas deslocações para fora da ilha – pelo que era muito vulgar as pessoas fazerem observações mais ou menos jocosas:
- “Esses são os jogadores que vão defrontar a nossa equipa? Pois vão levar muitos!”.
Os fatos de treino (de cor verde claro) foram executados, nos inícios da década de 1960, pela esposa do ex-guarda-redes e treinador Sr. António Torres Castro Neves, sendo, provavelmente, os primeiros fatos de treino a serem usados pela equipa de seniores dos “Verdes da Alagoa.
Nesse torneio, realizado no pelado campo Jácome Correia, em Ponta Delgada, para além do FSC, participaram também o Sport Clube Lusitânia e o Micaelense Futebol Clube.
Neste jogo há uma pequena história que deve ser aqui também recordada.

No jogo contra o Lusitânia, o seu habilidoso avançado-centro, conhecido por “Airosa”, tinha por hábito provocar o defesa central do FSC, Manuel Cristo, sempre com a intenção de que este, devido à sua maneira de jogar, fizesse uma entrada mais faltosa que desse origem à sua expulsão. Essa situação nunca sucedeu. O que o “Airosa” não estava à espera é que numa disputa de bola entre os dois e sobre uma das laterais do campo de jogo, existiu um pequeno encosto e o “Airosa” faz-se à falta e cai no chão. Nesta situação o Manuel Cristo, com um “gesto de amizade” pegou no “Airosa” e colocou-o fora das quatro linhas. Sobre esta atitude o árbitro do encontro nada fez. Marcou a falta, deu autorização para que o “Airosa” entrasse no campo e o jogo assim prosseguiu.

Os resultados foram os seguintes:
Micaelense, 2 – Lusitânia, 2
Fayal Sport, 1 – Lusitânia, 1
Fayal Sport Club, 1 – Micaelense, 4
Vencedor Clube União Micaelense.

Novamente, depois de mais de 10 dias em terras micaelenses e sempre alojados na “Pensão Central”, lá se regressava ao Faial onde todos se iriam preparar para o início de uma nova época e regressarem às suas residências e aos seus locais de trabalho de onde estiveram ausentes cerca de 15 dias.

J. Luís

Publicado no Incentivo a 02 de Julho 2018