quinta-feira, junho 28, 2018

Basquetebol


Foto: fayalbasket.com

As equipas de sub-14 e sub-16 do Fayal Sport já se encontram em solo continental, de forma a participar no VI Torneio de Basquetebol Cidade de Tavira.

A comitiva das duas equipas são constituídas pelas seguintes jogadoras:

- Alexandra Salgado
- Beatriz Neves
- Catarina Pereira
- Diana Silveira
- Inês Garcia
- Inês Morais
- Inês Sousa
- Leonor Luna Silva
- Leonor Silva
- Maria João Silva
- Mariana Faria
- Mariana Medeiros
- Marta Machado
- Matilde Morato
- Rafaela Dias
- Rita Russo
- Rita Silva
- Sara Silveira

Treinadora: Gracinda Andrade
Treinadora: Ana Mota

quarta-feira, junho 27, 2018

"Os Verdes da Alagoa" - Estádio da Alagoa: o primeiro dos Açores



Éramos miúdos que calcorreavam quase todas as ruas da freguesia da Conceição. A Rua Velha, por motivos que não interessa nestas linhas recordar, era-nos interditada por nossos pais, pelo que a rapaziada dessa época, só de “longe” por lá passava.
Uma das áreas mais frequentada por nós era o “Alto”, já aqui mencionado e foi neste lugar, no lado virado a norte, que era extraído entulho para o estádio.

Aqui se recorda que os muros da ribeira da Conceição, suportavam uma “linha-férrea” que era percorrida de cá para lá e de lá para cá, por um pequeno carro de ferro que transportava o entulho do “Alto” para o estádio. Aqui, os trabalhadores desengatavam o fecho de segurança e fazendo força num dos lados, todo o entulho era despejado no sítio desejado.
Esses carros serviram muitas vezes, de alternativa das nossas brincadeiras. Como todos os jovens, o instinto da aventura obrigava a que nós saltássemos para dentro desses pequenos carros e parássemos no piso do futuro estádio.

A propósito da construção do estádio, leia-se o que escreveu alguém que deixou história no clube da Alagoa:
“Em 1936 o FSC possuía o seu campo no Relvão da Doca, na freguesia das Angústias, espaço que não possuía vedação, não permitindo, por isso, receitas compensadoras.
À procura de espaço para a sua construção, os vários dirigentes, fizeram várias demarches junto de organismos administrativos locais no sentido de ser construído o tão desejado campo de futebol, sendo o local escolhido o espaço hoje ocupado pelo Bairro da Boa Vista. Este local foi posto de lado e, novamente, o Fayal Sport por vários sítios da cidade andou à procura de espaço para a construção do seu campo de futebol. E assim, depois de várias tentativas e contactos, vieram a descobrir que o terreno situado na Alagoa, propriedade do Estado e que em breve iria ser posto à arrematação, seria o local desejado para implementar o seu campo de futebol.

Em 1938, foi requerido ao Ministério das Finanças a troca do campo do Relvão da Doca pelo terreno do Estado sito na Avenida Machado Serpa, sendo cedido aos “Verdes da Alagoa” em 1939.
Devido a esta troca, apareceram pessoas ligadas a outros clubes que tentaram impedir que tal “negócio” se efectuasse e como tais intenções não produziram o efeito desejado, apareceu um indivíduo vindo da América que influenciado pelos adversários do FSC requereu a compra, por 60 contos, do terreno que havia sido cedido pelo Estado.
Esta “brincadeira” custou caro, uma vez que foi mandado fazer nova avaliação dos terrenos que custaram, durante 10 anos, a obrigação de pagar a importância de 1.500$00.
Para a realização desta formidável obra era mister a constituição duma comissão que a orientasse e dirigisse.

A Assembleia-Geral do Clube assim o reconheceu e em sua sessão de 28 de Outubro de 1940 nomeou a seguinte comissão, que tomou conta da realização do primeiro período de trabalhos: Joaquim da Silva Viana, Luís da Terra, Carlos Ennes da Costa Ramos Jr., José Cunha de Lacerda e António da Rosa Dutra Goulart.
Como o compasso de espera entre este primeiro período de trabalhos e o segundo durou cerca de 10 anos, foi necessário nomear uma nova comissão para dirigir os respectivos trabalhos.
A Assembleia-Geral, em sua reunião de 11 de Março de 1951, nomeou então a seguinte comissão executiva, (CEPE) a quem deu absoluta autonomia: Luís Whitton da Terra, António Simões Pinto e António da Rosa Dutra Goulart.

O Estádio foi festivamente inaugurado no dia 11 de Julho de 1954 com um inesquecível festival, perante esfusiante entusiasmo da massa desportiva, entusiasmo a que talvez só aparentemente correspondiam os dirigentes do Clube, pois só eles sabiam que a maravilhosa obra acabada de realizar colocara o Clube à beira dum terrível abismo.
O nosso grito de alarme foi generosamente escutado por Sua Ex,ª o Sr. Ministro das Obras Públicas, Exm.º Sr. Eng.º Eduardo de Arantes e Oliveira que, por seu despacho  de 11-11-1954 concedeu um reforço de comparticipação na importância de 88.000$00, perfazendo assim uma comparticipação de 40% modificando-se então toda a nossa situação que se transformou de trágica em risonha.
E assim mais uma vez a divisa venceu CRER E QUERER”. (*)
E foi no ervado deste Estádio que conhecemos, para além da erva tradicional e do trevo, a “erva cavalo” – espécie de espiga rija que tinha quase o mesmo aspecto do “rabo de cavalo” - que obrigava os contínuos a cortá-la periodicamente, uma vez que ela crescia rapidamente.

Pois foi numa dessas “moitas” que o inesquecível Manuel Cristo da Silva, num treino, ao esticar a perna para controlar o esférico com o pé esquerdo, prende os pitons numa delas, partindo o perónio. Decorria a época de 1967/68 quando este incidente ocorreu.
Em algumas épocas de Verão, como o piso do campo não era usado, esta erva crescia de tal modo que, depois de cortada, era vendida pela Direcção em fardos para alimentar animais ruminantes.

(*) Foto e texto extraídos do livro “Fayal Sport Club – Subsídios para a sua história” da autoria do Sr. José Bettencourt Brum que, para além de ter sido Presidente da Direcção e da Assembleia Geral, esteve sempre ligado às obras do Estádio e da construção do ginásio.

J. Luís

Publicado no Incentivo a 18 de Maio 2018

terça-feira, junho 26, 2018

Basquetebol


Arranca hoje mais um Torneio Nacional de Minibasquete, a ser disputado na ilha de Santa Maria, contando com a presença de vários clubes nacionais. O Fayal Sport estará representado no escalão de sub-12.

A equipa de sub-12 é constituída pelas seguintes jogadoras:

- Alice Duarte
- Celina Garcia
- Diana Dutra
- Isabela Lucas
- Leonor Coelho
- Margarida Escobar
- Margarida Lourenço
- Maria Ramos
- Marta Morais
- Matilde Vargas
- Rita Carlos

Treinadora: Viviana Vieira
Treinadora: Sara Manteiga

segunda-feira, junho 25, 2018

"Os Verdes da Alagoa" - Recordações da nossa juventude


De pé, da esquerda para a direita: António Costa, António Dutra, António Garcia (que viria a ser campeão açoriano, em 1959, como treinador),
João Rodrigues (treinador), António Torres Neves,
João Fernandes e António P. Neves.
Sentados, da esquerda para a direita: Thiers Lemos Jr., Joaquim Morisson,
Eduino Cândido, Armando Amaral e Manuel Bulcão.

Julgo não ser muito natural que pessoas da minha geração se debrucem e recordem situações que aconteceram durante a sua juventude. Foi nesses anos em que éramos “donos” das ruas onde brincávamos. E essa “propriedade” era nossa enquanto não fosse lançado o aviso de alerta de que “vem aí o polícia”.
Cada um fugia para o seu lado e aquele que tinha a bola, consigo a levava, porque era um bem precioso. As pequenas bolas de futebol não existiam com fartura e o dinheiro para as adquirir, era mesmo muito pouco.
Como exemplo, para se realizar uma partida de “hóquei em patins” havia alguém que se deslocava à ex-Colónia Alemã, onde existia um campo de ténis e pelos seus arredores andava à procura de uma bola perdida. A maioria dos “sticks” não eram de madeira, mas sim, feitos com as canas e suas raízes que tivessem o formato desejado, que existiam nas imediações da Espalamaca e cujo exímio executante era o nosso amigo Jaime Almeida (Paciência).
Nas ruas cobertas de bagacinha, alguns que tinham como “sola de sapato” a “sola do pé”, de vez em quando, sofriam as consequências da sua vulnerabilidade uma vez que estavam sujeitos a sofrerem as consequências de obterem, uma “trelhadura” na sola do pé. Esta bolha de sangue, surgia porque o pé pisava determinada pedra que dias depois, dava origem a que não se conseguisse colocar o pé no chão. Esta bolha, ora aparecia na parte da frente ora no calcanhar do pé obrigando a que se andasse de “pé coxinho”.
Para o tratamento desse ferimento, nossas mães, usavam sopas de pão quente – amarrando-as ao pé com um pano - para amolecer a bolha e poucos dias depois, usavam uma lâmina de barbear, cortando-a ao meio onde faziam uma abertura na bolha de sangue e depois era desinfectada com aguardente. 
A acompanhar este acontecimento, havia outro também doloroso e que era conhecido como “topada”. Durante uma partida de futebol onde participavam 10 ou 12 rapazes, de vez em quando, o pontapé atingia uma pedra que se encontrava meio escondida no piso térreo e lá se abria um golpe numa das cabeças dos dedos do pé. Para estancar o sangue que corria abundantemente, a rapaziada recorria às teias de aranha que eram encontradas nos imensos arbustos que existiam por todo lado ou nas paredes da ribeira da Conceição.
Mas andar de pé descalço naquelas épocas era um risco enorme. Para além destes incidentes, existia outro que não era menos doloroso. O piso do “Alto” era coberto com erva e trevo. Este, ao expor a sua flor, originava que as abelhas lá pousassem para colher o seu néctar. Os jovens da nossa geração, na ânsia de correr atrás da bola, lá pisavam a abelha e ao mesmo tempo levavam uma ferroada. Esta picadela se não fosse “tratada nas devidas condições”, o pé infectava e como tal inchava. Para sarar este mal, a única cura que era conhecida naquele tempo, era dirigirmo-nos aos nossos companheiros nestes termos: “Quem tem vontade de urinar? Levei uma ferroada de uma abelha e preciso da vossa ajuda”.
Para além destas três formas de proceder, ainda havia outra em que o cão era o “curandeiro”, ao lamber a ferida do “sinistrado”. A razão que a saliva do cão possuía meios curativos para qualquer tipo de ferida, para os jovens desse tempo, era desconhecida, mas sabia-se que esse processo era uma das maneiras de cura.
E era nestas condições que muitos jogadores da nossa juventude aprenderam a dar uns pontapés na bola, seguindo o exemplo daqueles que no campo da Alagoa, pertenceram e pertenciam às fileiras desportivas do decano dos clubes açorianos.
E como esta série de artigos diz respeito aos “Verdes da Alagoa”, é grato recordar o nome das pessoas que ainda tivemos a honra de conhecer, não como jogadores mas como cidadãos desta cidade e que estão sublinhados na foto abaixo impressa e proveniente do livro a seguir citado.
 Foram jogadores como estes que, nas décadas anteriores e seguintes do século passado, influenciaram e contribuíram de uma maneira ou de outra, todos os amigos da nossa juventude (e não só) a calçarem um par de botas.
Esta equipa, segundo o relato descrito no livro “Fayal Sport Club – Subsídios para a sua história” da autoria do Sr. José Bettencourt Brum (que foi durante muitos anos Presidente da Direcção e Presidente da Assembleia-Geral) e publicado em 1988, era designada por “Onze Maravilha”, vencedora dos campeonatos distritais em 1938 e 1939 e Torneio de Classificação, em 1940

J. Luís

Publicado no Incentivo a 14 de Maio 2018

domingo, junho 24, 2018

sábado, junho 23, 2018

"Os Verdes da Alagoa" - Campeões da Conceição


Em 1.º plano, da esquerda para a direita: Armando Sousa, Mário Barbosa,
João Luís, João Ângelo, Victor Pinheiro e Carlos Vasques.
De pé, pela mesma ordem: António Andrade “Beirada”, Manuel Cristiano,
Raposo, Norberto Dutra, Antero Gonçalves, Manuel Cristo,
Fernando Morisson e Mário Baptista.


Na sequência do que foi escrito no trabalho anterior, terei que dizer que naquele tempo, o único lugar onde os jovens recorriam para todas as suas brincadeiras, era o espaço que nos era fornecido pelas ruas da nossa freguesia.

Para jogar à bola os espaços preferidos era o cimo do Alto (este espaço existia na área que hoje é ocupada pela bomba de gasolina e pelo tribunal e para além de campo de futebol improvisado, servia também de estendal de roupa) e a Avenida Machado Serpa. Aqui, tínhamos que ter algum cuidado com o pontapear o esférico, uma vez que se ele entrasse no estádio, o contínuo desse tempo, não nos devolvia a bola.

O piso da Avenida Machado Serpa era coberto de bagacinha, extraída principalmente do Monte Queimado - como também as restantes artérias da freguesia da Conceição - e era aí que a rapaziada jogava à bola, muitos de nós de pé descalço. Nas restantes ruas, principalmente Rua Juiz Macedo, Travessa do Bom Jesus, Rua Almeida Garrett, a rapaziada dedicava-se a jogar ao peão, à pata-mo-lhada, ao fura-paredes, às escondidas, ao quiquijá, etc..
Em pleno Verão, era a praia da Alagoa o nosso “campo” preferido para se jogar à cabeçada ou um jogo de futebol. No jogo da cabeçada, era usada uma bola e onde se defrontavam duas equipas, compostas por dois jogadores e a regra obrigatória era a de a bola ser jogada de cabeça para a baliza contrária, onde se encontrava a equipa adversária.
E foi nestes cenários que nasceu e cresceu a maioria dos jogadores que na década de 60 do século passado venceram o maior número de campeonatos da Associação de Futebol da Horta.

Recordando e esperando não cometer nenhuma injustiça, desejo nestas linhas registar os nomes de todos aqueles que nas décadas de 50/60 do século passado, fizeram parte de um núcleo de jogadores que deixaram na história do Fayal Sport Club algo que não deve ser nunca apagado nem esquecido.
Eis os nomes daqueles que na década de 1950 envergaram a camisola verde e que nasceram ou residiram na freguesia da Conceição:

Nascidos em 1930 e campeões açorianos em 1959: Afonso Serpa, Eduino Costa, Ilídio Pacheco, Luís Almeida, Manuel Gaspar, Manuel Cristo e Manuel Vasques. A maioria deles, depois desta conquista emigrou para os Estados Unidos. Ainda, pertencentes a esta década e que não foram campeões açorianos, mas que jogaram nos “Verdes da Alagoa”, temos Antero Lino, Carlos Vasques, Dionísio Capaz, José P. de Almeida, José Cordeiro, Mário Lobo, Manuel Cristiano e Manuel Dutra (Madeira).
Nascidos em 1940 e campeões distritais na década de 1960: António Andrade (Beirada), António Rocha, Armando Sousa, Carlos Capela, Carlos Machado, Costa Pereira, Emanuel Rodrigues (Barrinhas), João Almeida (Camacho), João Luís, João Ribeiro, Jorge Barbosa, Manuel Lima (Pirolito), Manuel Almeida (Batata), Manuel Melo (Paciência), Manuel Lino, Mário Pinto, Mário Barbosa (Zorrinha), Mário Martins, Necas Madruga, Rodrigo Pinto e Norberto Dutra (Fundão).

Muitos destes amigos emigraram para os Estados Unidos e por lá os encontrei quando, em 1965, a selecção faialense, treinada pelo Prof. Gaspar Neves (e jogador) se deslocou ao Estado de Massachussetts e novamente em 1975, integrando a equipa de seniores do FSC onde, por este Estado americano, encontrámos aqueles que nas décadas de 1950/1960 fizeram história no decano dos clubes açorianos.
Ainda nesse tempo, o Atlético possuía na sua equipa principal, jogadores que na sua maioria, eram naturais ou residentes na freguesia das Angústias. O Fayal Sport, também, na equipa principal tinha jogadores, na sua maioria, que eram naturais ou residentes na Conceição. O Sporting da Horta era constituído, na sua maioria, por jogadores que residiam nas freguesias da Matriz, Angústias e Conceição.

Passados que são mais de 50 anos e sem recorrer a nenhuma informação, julgo que na equipa de seniores do FSC, não há jogador algum que tenha nascido ou que tenha residência na freguesia da Conceição e que, presentemente, envergue a camisola do decano dos clubes açorianos. Se há jogadores que tenham nascido ou que residam nesta freguesia, julgo que devem ser muito poucos. Se existem, daqui envio as minhas felicitações.
Ao contrário dos dias de hoje, onde a presente geração se encontra refém das novas tecnologias, é difícil existir diálogos verbais entre duas pessoas. No tempo da nossa juventude, era na rua que se encontravam os amigos. E era assim, da forma mais natural, que se combinavam jogos de futebol ou outro tipo de brincadeiras.
Que saudades desses velhos bons tempos!
Será que estou a exagerar nesta expressão?

J. Luís

Publicado no Incentivo a 7 de Maio 2018

sexta-feira, junho 22, 2018

Férias no Campo



O Fayal Sport Club associa-se a este evento, promovendo o contacto com a natureza, num programa que contará com a inclusão de minibasquetebol.

quinta-feira, junho 21, 2018

"Os Verdes da Alagoa" - A história da "nossa" camisola 6


(Com as faixas de Campeão da AFH na época de 1968/69)

Em primeiro plano, da esquerda para a direita: João Almeida (Camacho), Manuel Silveira,
Carlos Machado, Manuel Bulcão, Fernando Faria e António Marques
De pé, pela mesma ordem: Costa Pereira, Mário Barbosa, João Ribeiro, João Luís, João Quadros,
Manuel Lima (Pirolito, filho), Manuel Cristo, Manuel Almeida (Batata) e Antero Gonçalves (Treinador).


Era eu um jovem de 12 anos e de pé descalço, quando me inscrevi nas categorias de formação do decano dos clubes açorianos e o primeiro par de botas que calcei foram abotoadas pelo meu amigo Victor Pinheiro, gesto que eu demonstrei que tinha dificuldade em executar.
Os anos passaram e aos 18 anos incompletos ingressei na 1.ª categoria e fiz parte da equipa que em 1960 se deslocou à Ilha Graciosa para participar no programa das Festas do Senhor Santo Cristo que se realizam em Agosto de cada ano.

Nessa época, os jogadores recebiam o seu número conforme o lugar que ocupavam dentro do campo. Exemplo: Guarda-redes, 1; defesa direito, 2; defesa central, 3; defesa esquerdo, 4; médio direito, 5; médio esquerdo, 6; extremo direito, 7; interior direito, 8; avançado centro, 9; interior esquerdo, 10; e extremo esquerdo, 11.

Da história que conheço do decano dos clubes açorianos, fiquei a saber que a década de 1960 foi aquela em que o FayaL Sport conquistou nada mais, nada menos do que 7 campeonatos distritais e dos quais sempre fiz parte. A maioria dos seus jogadores morava na freguesia da Conceição. Na foto, são nove os jogadores (cujos nomes estão sublinhados) que tinham morada fixa nesta freguesia.
Os anos foram passando e os sistemas tácticos foram sofrendo alterações, mas o número 6 ficou sempre na “minha posse” até que em 1978 “arrumei as botas”.

O número 6 passou para outros jovens e quando meu filho ingressou nos seniores do Fayal Sport, envergou a camisola 6. Os anos foram passando e como tenho dois netos que sabem também dar “um pontapé na bola”, o mais velho quando se inscreveu nas suas fileiras desportivas pediu que lhe fosse entregue a camisola com o mesmo número e com ela jogou sempre até chegar à primeira categoria. Aqui encontrou dificuldades porque quem a usava era um jogador mais antigo e por isso não lhe foi entregue. Mas usou a camisola 16, que representava o número 1 que o irmão, guarda-redes, usava e o 6 que o avô e o pai vestiram.

Nos “Verdes da Alagoa”, livro escrito por mim e lançado em Fevereiro de 2011, na sua capa está a imagem de um jogador em cujos calções está visível o número 6.
Digo e julgo saber, porque infelizmente não vou ao futebol há alguns anos, que a razão da ausência de espectadores nos jogos de futebol, reside no facto de que nos prélios de hoje não se respeita nada nem ninguém.
Nos tempos que já lá vão os Srs. árbitros puniam, segundo os regulamentos, todo aquele que pronunciasse palavras obscenas, dentro das quatro linhas e aqueles que se sentavam no banco de suplentes.

Nos pouquíssimos jogos que assisti e onde participaram os meus netos, manifestei o meu desagrado quando ouvia o respectivo treinador chamar obscenidades a este ou àquele jovem. Era uma atitude que, sinceramente, me revoltava, porque esse treinador, usando esses palavrões dirigidos a um dos seus pupilos, era o mesmo que estivesse chamando a um dos meus netos.
O pior de tudo isso, mesmo batendo à porta dos árbitros a perguntar-lhes se os regulamentos disciplinares tinham sido alterados e obtendo a resposta de que os mesmos continuavam inalterados, a razão de que os jogadores, treinadores e directores dos clubes não são punidos nas suas expressões obscenas, é porque “o hábito faz o monge” e por tudo e por nada, usar obscenidades faz parte da educação, do costume e da afirmação.

Mas isto são apenas desabafos de alguém que já escreveu - em Dezembro de 2013 nas colunas deste jornal - sobre este assunto e as entidades responsáveis pelo nosso futebol, que eu saiba, nunca procederam em conformidade.
Não sei se é pelos palavrões, se é pela qualidade do futebol ou se por outro motivo qualquer, noto que o estádio da Alagoa tem poucos espectadores. É muito provável que o mesmo suceda nos outros campos.

Há poucos dias, chegou-me a notícia de que o meu neto mais novo, André Pinto Pereira, guarda-redes por escolha e por motivos derivados da falta de jogadores, foi-lhe proposto pelo seu treinador que iria jogar fora da baliza.
Meditando nessa proposta, meu neto retorquiu:
- “Sr. Treinador, eu agradecia que me fosse atribuída a camisola com o número 6”.
Estranhando, naturalmente, o pedido formulado, o treinador questionou meu neto nos seguintes termos:
- “Qual o motivo da tua escolha”?
- “O motivo da escolha, Sr. treinador, é que meu avô João Luís durante muitos anos, envergou a camisola 6. Anos mais tarde, meu pai, José Luís, também envergou neste clube a camisola 6. Meu irmão João Rodrigo, enquanto jogador nas categorias de formação do decano dos clubes açorianos, envergou essa camisola como número 6. É esta a razão do meu pedido”.
A camisola com o número 6 foi-lhe atribuída.
Para um avô babado como eu, saber desta pequena história, não é o suficiente. Esta, para mim, é uma história que não deve ser contada “dentro das 4 portas” mas sim “dentro das quatro linhas do estádio da Alagoa”.

J. Luís

Publicado no Incentivo a 30 de Abril de 2018

quarta-feira, junho 20, 2018

"Os Verdes da Alagoa"


"Os Verdes da Alagoa" foi um livro lançado por João Luís Oliveira Pereira em 2011, dando ênfase ao período compreendido entre 1960 a 1978, relatando histórias riquíssimas do Decano dos Clubes Açorianos.

Neste blog, serão publicados alguns dos seus textos.

terça-feira, junho 19, 2018

Basquetebol


Foto: cmhorta.pt

A equipa sénior feminina de basquetebol do Fayal Sport Club foi recebida na tarde de quinta-feira nos Paços do Município pelo Presidente da Câmara Municipal da Horta e pelo Vereador com o pelouro do Desporto.

As basquetebolistas do Decano dos Clubes Açorianos obtiveram o 1º lugar no Campeonato Regional, realizado de 27 a 29 de abril de 2018 na ilha de Santa Maria. Este campeonato disputou-se numa fase concentrada, com o sistema competitivo de todos contra todos a uma volta. Participaram quatro clubes – Clube Ana, Grupo Desportivo Gonçalo Velho, A.J.C.Operário Desportivo e o Fayal Sport Club.

José Leonardo Silva parabenizou as jogadoras, equipa técnica e direção do Fayal Sport Club e enalteceu o espírito de sacrificio e compromisso a que este tipo de competição obriga “sabendo bem das dificuldades com que se deparam no vosso dia a dia enquanto desportistas, não posso deixar de enaltecer as relações pessoais que se criam quando se pertence a um clube, a uma equipa, a um plantel. São relações de amizade para a vida”.

“Os resultados e o título que agora conquistaram são fruto do vosso trabalho e deixam orgulhoso o nosso concelho e, claro está, os sócios do FSC”, destacou José Leonardo Silva que acrescentou ainda “assinámos esta semana um protocolo com o FSC porque consideramos pertinente e importante continuar a apoiar os nossos clubes, sejam elas quais forem”.

in http://www.cmhorta.pt/index.php/informacao/noticias/1728-cmh-recebe-campeas-regionais-de-basquetebol

segunda-feira, junho 18, 2018

Torneio de Futebol 7


Ficha de Inscrição e Regulamento do Torneio:


domingo, junho 17, 2018

sábado, junho 16, 2018

Basquetebol



Foto: fayalbasket.com


Foi numa clima de grande festa que se realizou nesta sexta-feira a I Edição da Festa Verde, organizado pelo Departamento de Basquetebol do Fayal Sport Club.

Acima de tudo com esta festa, foi dado o reconhecimento a várias atletas do clube, desde às Mini12 aos Seniores Femininos.

Fotos e reportagem em: http://fayalbasket.com/festa-verde-basquetebol/

quinta-feira, junho 14, 2018

quarta-feira, junho 13, 2018

terça-feira, junho 12, 2018

segunda-feira, junho 11, 2018

Madalena Cup



As equipas de Petizes, Traquinas, Benjamins e Infantis do Fayal Sport, deslocaram-se até à ilha do Pico para participar na II Edição do Madalena Cup, torneio organizado pelo Madalena, com destaque para a vitória da equipa de Benjamins.

As classificações foram as seguintes:

Petizes - 2º lugar
Traquinas - 3º lugar
Benjamins - 1º lugar
Infantis - 6º lugar

domingo, junho 10, 2018

Basquetebol



No último convívio de minibasquete da temporada organizado pelo Departamento de Basquetebol do clube, as jogadoras do Fayal Sport tiveram uma manhã cheia de basquetebol, com muitos jogos na parte da manhã, seguindo-se um convívio de todas as atletas no Estádio da Alagoa.

Foi mais um ano onde o minibasquete esteve bem presente ao longo da temporada, aumentando cada vez o seu número de atletas.

sábado, junho 09, 2018